quinta-feira, 19 de julho de 2012

O MFC PROMOVEU NO DIA 18 DE JULHO 2012 NOITE DE FORMAÇÃO COM O TEMA: POLÍTICA X RELIGIÃO

Aconteceu no dia 18 de Julho de 2012,  no Salão Vermelho do Sindicato dos Bancários, uma noite de formação. Com o tema: Política X Religião e tendo como palestrante o Padre Edilberto Amorim, além da presença ilustre do Exmo. Sr. Prefeito Dr. Guilherme Menezes. Com o salão lotado onde os presentes tiveram a oportunidade de participarem e ouvirem uma explanação sobre política, cidadania e religião. Tiveram também  as propostas dos candidatos Emefecistas: Eduardo Moraes, Walmi e Railton, devido ao bom momento, a coordenação de Cidade ficou de promover um outro momento na nossa sede, que será marcado o mais breve possível.   




















sexta-feira, 13 de julho de 2012

DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2012



O
 Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão do Brasil divulgou a primeira prévia da arrecadação da Campanha do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO, que se iniciou no dia 19 de maio e tem seu termino previsto para o dia 19 de julho próximo.

Segundo estabelece o Artigo 70 do Regimento Interno do MFC, toda arrecadação se destina exclusivamente a subsidiar parte das despesas com as equipes de Infraestrutura e Metodologia para realização do Encontro Nacional do MFC, que acontece a cada três anos.

Anualmente, no período determinado pelo CONDIN, cada membro do MFC cadastrado deve contribuir com a importância de R$ 5,00 (cinco reais), recolhendo o valor à ECCi que depositará todo valor arrecadado no Banco do Brasil, Conta Corrente nº 57499-6, Agência nº 0009-4, em nome do Movimento Familiar Cristão.

Até o presente foram arrecadados R$ 2.425,00 (dois mil, quatrocentos e vinte e cinco reais), correspondente a 485 (quatrocentos e oitenta e cinco) mefecistas dos Estados de Alagoas, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Abaixo veja quem é quem nessa arrecadação parcial.

CIDADE
ESTADO
VALOR R$
Maceió
AL
130,00
Espírito Santo
ES
135,00
Nova Esperança
PR
450,00
Rio de Janeiro
RJ
650,00
Rio Grande
RS
830,00
Cocal do Sul
SC
230,00
TOTAL

2.425,00

Para a realização de um ENA inesquecível é preciso que consolide o SENTIMENTO DE PERTENÇA dos membros do Movimento Familiar Cristão. Até 19 de julho, todos os mefecistas podem contribuir com apenas R$ 5,00 (cinco reais) por pessoa, para o 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontecerá em Vitória da Conquista - Bahia, no período de 6 a 12 de julho de 2013.

Participe deste desafio, procure a ECCi da sua Cidade ou vá até uma Agência do Banco do Brasil e deposite o valor da sua contribuição do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2012.

Pertença – Solidez do
 Movimento Familiar Cristão

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dia Nacional de Contribuição - MFC


Prezados MFCistas. Paz e Bem!

Estamos divulgando a primeira prévia das contribuições.
A Campanha está em andamento.

Vamos juntos  realizar um ENA inesquecível
que consolide nosso Sentimento de Pertença.
Desde já agradecemos.
Obrigado por aceitarem o desafio.
Equipe do CONDIN 

Dia Nacional de Contribuição 
ENA 2013 - Vitória da Conquista - BA
dados atualizados em:
10/jul/12
Cidade / EstadoUF
R$
AlagoasAL     130,00
Espírito SantoES     135,00
Nova EsperançaPR     450,00
Rio de JaneiroRJ     650,00
Rio GrandeRS     830,00
Cocal do SulSC     230,00
TOTAL  2.425,00
Pertença - Solidez do MFC

Correio MFC 290



 + D. Eugênio Sales


O Cardeal que acolheu perseguidos dos regimes militares
Resumo de notícia de O GLOBO - 10/07/12

Ontem, dom Eugênio nos deixou, ao encontro do Pai. Além de sua longa missão religiosa no nordeste e no Rio, atuou com coragem e inteligência na defesa dos direitos humanos.
Uma das atuações de grande destaque da trajetória de dom Eugenio foi quando, de maneira silenciosa, abrigou no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul, entre 1976 e 1982. A maioria vinha da Argentina, mas havia também chilenos, uruguaios e paraguaios. Discretamente, o cardeal cultivou relações com os militares no poder no Brasil e ajudou a salvar vidas. O capítulo inicial dessa história se desenrolou num fim de tarde do outono de 1976, quando um jovem bateu na porta do Palácio São Joaquim, escritório e residência de dom Eugenio, na Glória. Sem documentos, dizia-se refugiado do regime militar instaurado seis semanas antes na Argentina. Dom Eugenio contou ter vivido um conflito.
— Foi um drama. Com o crucifixo na mão, eu pensava: “Como cidadão brasileiro, não posso receber montonero, tupamaro, aqueles refugiados que vinham (...)”. Em seguida, repensava: “Agora eu, como pastor, tenho o dever de receber — relembrou ele, em entrevista recente.
O cardeal pegou o telefone, um instrumento de trabalho fundamental à sua ação política nos bastidores, e ligou para o general Sylvio Frota, então ministro do Exército.
— Chamei o Frota no telefone (...) e falei: “Frota, se você receber comunicação de que comunistas estão abrigados no Palácio São Joaquim, de que estou protegendo comunistas, saiba que é verdade, eu sou o responsável. Ponto final” — recordou.
Esse gesto acabou se transformando numa grande operação. Para dar conta de tantos pedidos de abrigo de refugiados políticos, dom Eugenio autorizou o aluguel de quartos e depois apartamentos. Foram 80 imóveis alugados em 14 bairros da cidade, como Centro, Lapa, Flamengo, Copacabana e Botafogo. Dom Eugenio mandou abrir os cofres da Mitra e liberou dinheiro também para gastos pessoais, assistência médica e auxílio jurídico. Em pouco tempo, o número de foragidos das ditaduras do Cone Sul chegando ao Rio chegou a 15 por semana.
A ajuda aos perseguidos políticos não se restringiu aos nossos vizinhos. Ajudou presos brasileiros, sem distinções ideológicas, como Sebastião Paixão, dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que foi mandado para o presídio da Frei Caneca após ser torturado por 83 dias. Num episódio significativo, dom Eugenio deixou embaraçado o general Abdon Sena, que lhe pediu uma missa pelo aniversário do AI-5...
— Vocês que estão satisfeitos com o AI-5 podem agradecer a Deus, mas não por meu intermédio — respondeu.



  Os “Anos de Chumbo” e Movimentos Cristãos (II)
Prisões e torturas de leigos cristãos no Rio e São Paulo
Helio Amorim
José e Lya Sollero, foram coordenadores Nacionais do Movimento Familiar Cristão - MFC 1977-1980). Sollero, em São Paulo, e sua filha, foram presos por esse esquema militar repressivo nos anos da ditadura. Guida Sollero foi torturada no aparelho do DOI-CODI no Rio, mantida isolada por um ano da família que somente pôde vê-la na audiência da instrução do processo militar. Assisti ao seu depoimento perante uma junta de cinco oficiais militares e um juiz civil, sentados em mesa colocada num palco de auditório, para que a presa ficasse dois metros abaixo, ladeada por dois gigantescos policiais fardados, para completar o cenário de intimidação.

Guida relatou corajosa e detalhadamente as torturas que sofreu reiteradamente: pau-de-arara, choques elétricos, socos e humilhações de todo tipo. Testemunhei a cena, único presente admitido por engano além dos pais e irmãos com suas lágrimas e sofrimento.
Em 1980, na missa de abertura do VIII Encontro Latinoamericano do MFC, em Porto Alegre, nas preces da comunidade, Sollero foi ao altar, relatou as torturas na filha e perdoou publicamente os torturadores. Pode-se imaginar o impacto desse ato e as lágrimas provocadas.
Guida foi libertada finalmente e trazida para casa de Mariana e Cyro Miranda, do MFC e ele seu advogado, recebida com festa e alívio pelas famílias da Comunidade da Barra da Tijuca, sem qualquer condenação, o que confirmava a barbárie gratuita que durou um ano.
Essa Comunidade, com dez famílias do MFC e outros movimentos cristãos, foi invadida por comando militar armado e teve também dois casais presos. Fernando e Letícia Cotrimforam presos sob acusação de pertencer a uma organização política denominada MPL (Movimento Popular de Libertação). Fernando sofreu o horror de ser obrigado a assistir às estúpidas torturas da esposa. Seu depoimento está na Revista Eclesiástica Brasileira (n.47).José e Zilda Villela foram presos pelo aparelho repressivo da aeronáutica por esconder Luiz Bustini, o filho de um amigo que, torturado, revelou o endereço do abrigo.
As pessoas que foram abrigadas na Comunidade foram muitas, enviadas pelas diversas organizações que já não tinham como fazer isso. A Igreja, vários padres, bispos, conventos e outras Instituições religiosas faziam isso também. Em dezembro de 1978, o Centro Ecumênico de Documentação e Informação, no Rio, coletou vasto material sobre a repressão sofrida pela Igreja naquela década. (1)
Cláudio e Lygia Campos, membros do MFC tiveram seu filho Cláudio, médico, também do MFC, preso e estupidamente torturado a ponto de baixar na UTI do Hospital do Exército, no Rio, depois de forçado a beber grande quantidade de água salgada, com danos graves nos rins. Seus pais foram chamados para entrevista pessoal pelo comandante da repressão militar, general Sílvio Frota, que os alertou sobre o risco de vida do filho por moléstia anterior à prisão. Queixou-se do custo elevado do tratamento que o Exército Brasileiro estava despendendo para tentar salvá-lo. Fui ao hospital e Mons. Trevisan, capelão militar, me relatou a verdade e a gravidade do caso. O jovem médico sobreviveu e foi absolvido de uma acusação irresponsável.
O MFC foi ainda perseguido com a prisão de Jorge Hue, presidente nacional do Movimento nos anos 60, e seu filho estudante. Fui à CNBB, ainda no Rio, relatei o fato interrompendo a reunião geral dos bispos que acontecia naquela manhã. D. Aloysio Lorscheider saiu do auditório, telefonou para o Gen. Frota, aos berros e socando a própria mesa, exigindo a imediata liberdade de Jorge. Foi atendido pelo general, constrangido diante do discurso nada eclesiástico do presidente da CNBB.

(1) Ver Documento Repressão à Igreja no Brasil, 1978, de D. Paulo Evaristo Arns e D. Tomás Balduino:         "A máquina de tortura instalada no Estado não havia poupado nem sacerdotes”).


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fato e razão
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Coordenadores se reúnem e discutem "Assembléia Arquidiocesana"


 Na manhã deste sábado, 07, os coordenadores dos movimentos, grupos e pastorais da Arquidiocese de Vitória da Conquista se reuniram no Centro Pastoral Dom Climério com o objetivo de continuar o processo de atuação, formação e articulação das diversas pastorais entre si.
    Na reunião foram distribuídos os instrumentos de trabalho para a Assembléia Arquidiocesana que acontecerá em Novembro deste ano. Os diversos grupos terão entre os meses de julho e agosto para contribuir com as discussões e estudos que serão realizados durante esse importante momento para a Igreja particular de Conquista.
     Outro ponto que recebeu destaque foi o encontro que será realizado com os candidatos ao pleito eleitoral deste ano no município: “Este momento servirá para que a Igreja se pronuncie, trazendo presente seus ensinamentos e orientações para as eleições municipais.” Disse o coordenador de Pastoral, Diác. Luciano Santos. E concluiu: “todos os fieis católicos estão também convidados”.
        O local e data do evento ainda não foram definidos.
       A próxima reunião será no dia 11 de Agosto e servirá para organizar o congresso de leitos tem data prevista para novembro






terça-feira, 3 de julho de 2012

Correio MFC 288



MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO

O que indicam estes números?

Os dados que acabam de ser apresentados pelo IBGE com respeito às religiões brasileiras no Censo Demográfico de 2010 confirmam a situação de progressivo declínio na declaração de crença católica. Os dados apresentados indicam que a proporção de católicos caiu de 73,8% registrados no censo de 2000 para 64,6% nesse último Censo, ou seja, uma queda considerável.

Catolicismo no Brasil em declínio: os dados do Censo de 2010

Faustino Teixeira
PPCIR/UFJF
Trata-se de uma redução que vem ocorrendo de forma mais impressionante desde o censo de 1980, quando então a declaração de crença católica registrava o índice de 89,2%. Daí em diante, a sangria só aumentou: 83,3% em 1991, 73,8 % em 2000 e 64,6% em 2010. O catolicismo continua sendo um “doador universal” de fiéis, ou seja, “o principal celeiro no qual outros credos arregimentam adeptos”, para utilizar a expressão dos antropólogos Paula Montero e Ronaldo de Almeida. A redução católica ocorreu em todas as regiões do país, sendo a queda mais expressiva registrada no Norte, de 71,3% para 60,6%. O estado que apresenta o menor percentual de católicos continua sendo o do Rio de Janeiro, com 45,8% (uma diminuição com respeito ao censo anterior que apontava 57,2%). O estado brasileiro com maior percentual de católicos continua sendo o Piauí, com 85,1% de declarantes (no censo anterior o registro era de 91,4%). Os dados indicam que o Brasil continua tendo uma maioria católica, mas se a tendência apontada nesse último censo continuar a ocorrer teremos em breve uma significativa alteração no campo religioso brasileiro, com impactos importantes em vários campos.
O novo censo aponta um dado que já era previsível, a continuidade do crescimento evangélico no Brasil. Foi o segmento que mais cresceu segundos os dados agora apresentados: de 15,4% registrado no censo de 2000 para 22,2%. O aumento é bem significativo, em torno de 16 milhões de pessoas. Um olhar sobre os três últimos censos possibilita ver claramente essa irradiação crescente: 6,6% em 1989, 9,0% em 1991, 15,4% em 2000 e 22,2% em 2010. O Brasil vai, assim, se tornando cada vez mais um país de presença evangélica. Há que sublinhar, porém, que a força desse crescimento encontra-se no grupo pentecostal, que é o responsável principal por tal crescimento, compondo 60% dos que se declararam evangélicos (nada menos do que 13,3% de todo percentual evangélico diz respeito aos pentecostais e 4,8% aos de origem evangélica não determinada). Os evangélicos de missão não registram esse crescimento expressivo, firmando-se em 18,5% da declaração de crença evangélica.
Os “sem religião”, que no censo de 2000 representavam a terceira maior declaração de crença no Brasil mantiveram o seu crescimento, ainda que em ritmo menor do que o ocorrido na década anterior. Eles eram 7,28% no censo de 2000 e subiram agora para 8% (um índice que comporta mais de 15 milhões de pessoas), e o seu registro mais significativo continua sendo no Sudeste.Esse crescimento não indica, necessariamente, um crescimento do ateísmo, mas uma desfiliação religiosa, um certo desencanto das pessoas com as instituições religiosas tradicionais de afirmação do sentido. Reflete um certo “desencaixe” dos antigos laços, como bem mostrou Antônio Flávio Pierucci em suas pesquisas.
Os espíritas também seguem crescendo. Os dados do censo de 2010 indicam um crescimento importante, com respeito ao censo anterior: de 1,3% para 2%. São agora cerca de 3,8 milhões de adeptos declarantes. Trata-se do núcleo que tem os melhores indicadores de educação, envolvendo o maior número de pessoas cm nível superior completo (31,5%). Os dados apontados pelo censo são importantes, mas há que lembrar a presença de uma “impregnação espírita” na sociedade brasileira que escapa à abordagem  estatística. Isso os estudiosos do espiritismo têm mostrado com pertinência. As crenças e práticas espíritas têm uma alta “ressonância social”, transbordando a dinâmica de vinculação aos centros espíritas.
Quanto às religiões afro-brasileiras, tanto a umbanda como o candomblé mantiveram-se no eixo de 0,3% de declaração de crença. Não houve mudança substantiva com respeito ao censo anterior, que indicava a porcentagem de 0,26% para a umbanda e 0,08 para o candomblé.
Com respeito às outras religiões, permanecem com uma representatividade pequena que em sua soma geral não ultrapassa 3,2% de declaração de crença. Mantém-se viva a provocação feita por Pierucci em artigo escrito depois do censo de 2000 sobre a diversidade religiosa no Brasil, de que o Brasil continua hegemonicamente cristão, e a diversidade religiosa – ainda que em crescimento -, permanece apertada em estreita faixa um pouco acima de 3% da declaração de crença. Com base nos dados do censo agora apresentado, os cristãos configuram 86,8% da declaração de crença. Não há dúvida que isso pode ser problematizado com a questão complexa da múltipla pertença ou então da malha larga do catolicismo, que envolve, como diz Pierre Sanchis a presença de “muitas religiões” em seu interior.


 Os “Anos de Chumbo” e a “Casa da Morte” (I)
Os Centros de Tortura e Extermínio do Rio e Petrópolis
Helio Amorim*


Imóvel em Petrópolis foi usada como aparelho da repressão militar na ditadura e ficou conhecido como “Casa da Morte”
Foto: O Globo / Custódio Coimbra
Casa em Petrópolis foi usada como aparelho da repressão militar na ditadura e ficou conhecido como “Casa da Morte”
Carrascos atormentados começam o seu confiteor. Já sabíamos mas precisávamos da revelação de autores de torturas, com nomes divulgados pela grande imprensa, como castigo incruento mas seguramente doloroso de uma fama vergonhosa para a posteridade. 

Paulo Malhães, o "Doutor Pablo", desempenhava com frieza e competência sua função de torturador de presos políticos, inicialmente levados para a carceragem do I Exército na rua Barão de Mesquita, na Tijuca (Rio) onde funcionava o DOI, a gestapo brasileira dos anos 70. Usava cinco filhotes de jacaré e uma jiboia para torturar os presos.

O tenente-coronel, hoje com 74 anos, na época lotado no DOI (sigla sinistra e significativa do Destacamento de Operações de Informações: dói!), disse que os animais eram dele e foram capturados no Rio Araguaia, na Região Amazônica, durante a campanha militar contra a guerrilha do PCdoB. Depois de torturas violentas e intermináveis, o preso que não abria a boca, era levado para um aparelho clandestino montado pelo Centro de Informações do Exército (CIE) em Petrópolis.

Na literatura dos anos de chumbo, o lugar ficou conhecido como “Casa da Morte”, de onde só teria saído com vida um dos mais de 20 presos políticos que passaram por lá, a ex-militante da VAR-Palmares e VPR Inês Etienne Romeu, ainda viva. Nessa casa o prisioneiro ficava isolado, passava por uma terapia quimiopsicológica sofisticada, para aderir ao sistema. Dos cerca de vinte que passaram por Petrópolis, só Inês escapou, depois de três meses de cativeiro, encenando uma falsa adesão. Não deu certo. Continuou presa depois de confirmada a farsa, mas escapou da morte. Os outros não escaparam.

Depois de assassinados, eram sucessivamente esquartejados e incinerados. A estúpida equipe de torturadores: Félix Freire Dias (o esquartejador), Ubirajara Ribeiro de Souza, Os oficiais (capitães, majores, coronéis) Freddie Perdigão Pereira, Rubens Paim Sampaio (fez o que tinha que fazer, informa sua esposa),José Brant Teixeira, Éber Teixeira Pinto, Riscala Corbage, Ricardo Agnese Fayad, Ailton Guimarães Jorge (o violento criminoso Capitão Guimarães),Amilcar Lobo (o médico que assistia as torturas para evitar que o torturado morresse antes de confessar), Jurandyr Ochsendorf e Souza, o cabo Severo Ciríaco, Orlando de Souza Rangel (delegado da PF), e a raia miúda: Luís Cláudio Azeredo Viana, Luís Timóteo de Lima, Antonio Freitas da Silva. Como não podem ser presos, que sejam conhecidos por suas especialidades profissionais.


Penas maiores para a exploração sexual de menores


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, em decisão terminativa, nesta quarta-feira (27/06/12), projeto de lei (PLS 495/2011) do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) que amplia a punição pela exploração sexual de crianças e adolescentes. Se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, a matéria seguirá direto para a Câmara dos Deputados.
A proposta altera o Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) para estabelecer pena de reclusão de 6 a 12 anos para quem submeter menores a prostituição ou explorá-los sexualmente. Hoje, essa punição vai de 4 a 10 anos. A pena ampliada também será aplicada a quem facilitar ou estimular essas práticas pela internet. Brasília, 27/06/2012, Agência Senado.