sábado, 26 de janeiro de 2013

A depressão



A depressão

Quando se olha o mundo de fora é muito fácil dizer o que se deve fazer, como e até quando. Achamos soluções para todo mundo, desde que não estejamos envolvidos. É fácil falar da dor que não sentimos, do amor que não perdemos, dos problemas que não temos e da vida que não vivemos. Somos assim muito sábios quando o espinho não está em nós!...

Os altos e baixos são comuns a todo mundo. Ninguém vive em linha reta. E há pessoas que suportam mais facilmente as subidas e descidas da vida que outras, como umas pegam certas doenças e outras não. Há coisas que não se controla, pois se tivéssemos escolha, optaríamos sempre por uma vida sã.

A depressão é uma doença como uma outra, não um capricho de quem deseja mais do que a vida pode oferecer. Só quem passou ou passa por isso sabe entender o que é. E como toda doença, deve ser reconhecida, entendida e tratada como tal. Infelizmente todo mundo não está preparado para ajudar em casos assim e tentam resolver os problemas mostrando que há pessoas mais infelizes. Contudo, não é possível minimizar a dor de ninguém, fazendo-o comparar sua infelicidade com as misérias do mundo. Ninguém pode se sentir melhor porque do lado de fora há mais sofrimento. Se fosse assim, seria fácil ir dormir feliz a cada dia, bastando assistir ou ler jornais.

É claro que muitas vezes vemos uma coisa triste e pensamos no quanto somos abençoados por não vivermos aquilo. Isso é normal para todo mundo, nos faz refletir sobre a realidade da vida. Mas se passamos nossa vida com comparações não vamos a lugar nenhum, pois sempre haverá parâmetros diferentes e acabaremos nos sentindo perdidos.

Precisamos respeitar a dor e sentimento do outro, como respeitamos os limites do seu jardim. Cada vida é única, é própria. Podemos ajudar uma pessoa depressiva mostrando-lhe o lado belo da vida, dando-lhe razões para olhar além do horizonte, criar objetivos e acreditar neles. Podemos tirá-la do isolamento em que se encontra dando-lhe palavras de reconforto e amizade, fazendo-a sentir-se amada e útil. Dizer a um depressivo que seus problemas são mínimos porque há coisas piores na vida não o fará sentir-se melhor.

Quando Jesus se referiu à pessoas com problemas e ansiedades, mandou que olhassem os lírios dos campos e as aves no céu e se repousassem, apontou para coisas bonitas e alegres, nunca disse para olharem os necessitados. E Ele teve, também, Seu momento de dor, tristeza e lágrima, como todo ser humano.

As soluções para os problemas começam com o reconhecimento deles. Ter amigos que possam compreender já é um passo na direção da cura. A compreensão da dor do outro leva-lhe segurança. E, segura, uma pessoa poderá se levantar e recomeçar seu caminho, com toda ajuda que ela deve ter.

Depressão? Uma doença sim. E médicos são úteis. Amigos são preciosos. Orações são imprescindíveis.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Reflexões sobre relacionamento


Alguns fatos que acontecem em nossa vida nos leva a refletir sobre seu andamento. Depois de um certo tempo de caminhada acabamos por perceber algumas situações que nos fazem refletir ,e gostartia de reparti-las:
     - O início,o começo de tudo é uma novidade, e como tal nos instiga e nos faz dar o melhor de nós para conquistá-la.Após a conquista fica o desafio de preservá-las.
     
     - O relacionamento ,principalmente entre duas pessoas,no campo afetivo é arena onde dois gladiadores empregam sua melhores armas.

     - No relacionamento quando um dos dois cobra em demasia,principalmente ações ligadas a ciúme,moral etc...Na maioria das vezes,ele está projetando suas ações,sua maneira de ser,quem, ele o é, no outro.

     - O belo não é tão belo quanto parece. Nem sempre um belo rosto ou um belo corpo abriga um bom caráter.

     -A confiança é algo que não pode faltar...Uma vez quebrada...Pouco se aproveita do relacionamento.

    - A abertura no relacionamento em expor o que falta,o que se quer é tão importamte e sustenta toda a extrutura que compõe o casal.Ouvir, uma atitude simples,que pode dar ao outro a segurança que le precisa.

   - O sexo,bem vivido, mantém uma relação.

   - A mentira é tão fútil quanto inconstante.A verdade edifica,porém até mesmo a verdade deve ser colocada no momento certo.

   _ O amor é algo tão abstrato,porém com uma força incrivel,Mas a amizade o respeito, a cumplicidade entre o casal pode ser mais forte,mais resistente que o amor.

   - A paixão é cega e burra.

  - Dificilmente um relacionamento rompido ,quando novamente unido,fica sem cicatrizes.
Gilmar Santos

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O SENTIDO DA PERTENÇA


Na Vida religiosa a palavra "pertença" não deve ser usada com o significado corriqueiro do verbo "pertencer". Para nós, pertença não é apenas o ser parte, é mais, é principalmente fazer parte ativa. Está relacionada a uma ideia de enraizamento, de integração e interação plenas, em que o indivíduo constrói e é construído, em que se sente "vento" e "vela", em que planeja e também se vê parte de um projeto, em que modifica e é modificado. O Religioso pode ser numa ocasião, o agente que dá força, dá ânimo, auxilia, suporta outro confrade e, em outra ocasião, é ele próprio que, necessitando do mesmo tratamento, o recebe de seus pares. Assim, às vezes é “vento’, outras vezes é “vela”.
Os que estão repletos do "espírito de pertença" comungam do mesmo propósito, seguindo o exemplo das primeiras comunidades cristãs: “A multidão (...) era um só coração e uma só alma...” (At 4,32).
Embebidos pelo espírito de pertença, os Frades têm o desejo de ver outros confrades recebendo às mesmas graças que as Fraternidades têm derramado sobre eles. O seu ideal é promover o fortalecimento e a expansão do Instituto, e para isso trabalham no sentido de vê-lo crescer e de surgirem novas Fraternidades. Estão animados por um ideal comum e desejam com alegria o que é bom para todos.
A primeira característica de quem está cheio do espírito de pertença é o seu desejo de servir desinteressadamente como ensinou Jesus (Mc 10, 45); ser cristão é assumir como lema de vida o serviço aos irmãos.
O espírito de pertença está fortemente relacionado ao serviço, à doação de si aos outros confrades e ao Instituto. As Fraternidades nos dão muitas forças e quem entende isso passa também a querer dar aos demais o que tem recebido. Na sua primeira carta Pedro exorta os irmãos: "Todos vós, conforme o dom que cada um recebeu, consagrai-vos ao serviço uns dos outros, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pd 4,10). Dessa forma torna-se possível dizer: Eu pertenço ao INSTITUTO Missionário Servos do Senhor, dele me nutro, a ele me doo.
A pertença também anda ao lado da fidelidade. Esta fidelidade é indissociável da responsabilidade que deve ter todo Frade em relação ao INSTITUTO. Em qualquer nível é a fidelidade que identifica o sentimento de pertença a esta Família Religiosa. Como na parábola dos talentoso Instituto precisa de Frades fiéis. A estes será dada a devida recompensa:
"Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu senhor!" (Mt 25, 21). Se o Frade enterra o talento recebido, que ocupação terá, já que abandonou o seu instrumento de trabalho?
Se a pertença é serviço e fidelidade, o serviço e a fidelidade são o Amor. Não existe amor maior do que doar a sua vida pelos amigos ( Jo 15, 13).
É dedicando a sua vida e doando do seu amor que se pratica a pertença e, por sua vez, essa atitude nos faz re­ceber amor de volta. Santo Agostinho nos diz que "só amor conhece segredo de enriquecer cada vez mais a si mesmo dando aos outros”.
A pertença, portanto, implica no amor ao INSTITUTO. Compromisso, ação, fidelidade e zelo são suas palavras­ chave. É com essa compreensão que o Frade Servo do Senhor diz: O Amor me compromete me faz parte ativa, me torna fiel, me torna responsável. E como desdobramento ele exala a per­tença dizendo: Eu entendo a mística (espiritualidade), vivo o carisma, adoto a pedagogia, sigo as regras, participo dos eventos, aceito os encargos.
Em Cristo e Maria, Mãe e Serva,
Dom José Edson Santana Oliveira