sexta-feira, 21 de setembro de 2012

CONDIN SE REÚNE A PARTIR DE HOJE EM VITÓRIA DA CONQUISTA-BA




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irigentes emefecistas das regiões Centro Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul chegam nesta sexta-feira (21), à Vitória da Conquista - Bahia, para participar da 5ª Reunião do CONDIN - Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão, da Gestão 2010/2013.

A reunião acontecerá até o domingo (23), na CASA DO MFC e os dirigentes regionais terão a oportunidade de conhecerem a Cidade e a estrutura física do local onde acontecerá o ENA 2013 - Encontro Nacional do MFC, em julho de 2013.

A reunião do Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão será presidida pelos emefecistas Eduardo e Ismari (Coordenadores Nacionais e CONDIR SUL), Antônio Carlos e Ângela (Vice-Coordenadores Nacionais). Compõe também o Conselho os coordenadores regionais Alzenir e Nereida (CONDIR NORTE), James e Fátima (CONDIR NORDESTE), Freitas e Alivanir (CONDIR SUDESTE), Moisés e Aparecida (CONDIR CENTRO-OESTE) e José Newton e Ariadna (Coordenadores Nacionais da Gestão Anterior).

Os coordenadores regionais e demais dirigentes ficarão hospedados nas residências de emefecistas do MFC Vitória da Conquista.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 295

O verbo "comemorar” significa "juntar-se a outras pessoas para fazer a memória” e traz implícito o sentimento de alegria que perpassa esse encontro. E disso se trata: trazer para o tempo atual aquele grande evento de meio século atrás. Habitualmente se identificam os concílios pelo local – e não pela época – de sua realização. Mas no caso desta comemoração é muito mais importante datar o evento do que sua localização na cidade-estado do Vaticano. Neste breve artigo quero destacar seu caráter de mudança de época.

Comemorar os 50 anos do Concílio
Pedro A. Ribeiro de Oliveira
Sociólogo


Os anos de 1945 a 1973 ficaram conhecidos como "anos dourados”, porque entre o término da guerra e a primeira crise do petróleo o desenvolvimento das forças produtivas provocou profundas transformações sociais, culturais e políticas em todas as partes do mundo. É nesse contexto que se inscreve a grande reunião do episcopado católico, a pedido dos Papas João XXIII e Paulo VI, para "colocar em dia” a Igreja Católica nesse mundo que iniciava seu processo de globalização.

Por mais que a "tradição dos Pios” (1) ainda fosse hegemônica entre o clero encastelado nas cúrias eclesiásticas, já era evidente seu anacronismo diante do mundo moderno prestes a entrar na revolução cultural que eclode em 1968.
As pesquisas sócio-religiosas apenas confirmavam o que qualquer pessoa atenta aos fatos podia observar: a crescente desafeição dos fiéis pelas normas e doutrinas em vigor na Igreja católica romana. Foi o abalo institucional provocado pelo caráter ecumênico do concílio que permitiu seu diálogo com a modernidade.
O concílio foi ecumênico não só por reunir bispos de todo o mundo – inclusive estadunidenses incapazes de se expressarem em latim – quanto por seu espírito de abertura a outras Igrejas cristãs. A velha cúria romana, que se via e era vista como indispensável ao Papado – e, por conseguinte, à unidade da Igreja universal – de repente se vê ultrapassada pela colegialidade episcopal. A aliança estratégica formada pelos "padres conciliares” em sintonia com o papa derruba a fortaleza da cúria romana e faz avanços notáveis no campo teológico, bíblico, litúrgico e sociopolítico. Foi como um arado que desmancha os restos da antiga plantação ao preparar o terreno para nova semeadura. E assim, passados apenas três anos, novos campos estavam semeados e já começavam a frutificar.
As Igrejas da América Latina e Caribe receberam os frutos do Concílio ecumênico não somente para saboreá-los, mas também para deles tirarem novas sementes a serem plantadas em seus campos. Eram tempos difíceis, marcados por ditaduras militares, violações de direitos humanos, resistência armada e, principalmente, o esmagamento dos direitos dos pobres. A assembleia episcopal de Medellín, em 1968, traça as diretrizes pastorais que adaptarão aquelas sementes aos solos de Nossa América. Em pouco tempo elas desabrocham num novo modo de ser Igreja (2) que engloba as Comunidades Eclesiais de Base, as Pastorais sociais e as Conferências episcopais; a teologia que lhe serve de fundamento será conhecida por sua proposta de Libertação face às estruturas opressoras em vigor em nossas sociedades; enfim, a explicitação da opção preferencial pelo pobres –presente já na própria convocação do Concílio– vem completar o quadro estrutural desse catolicismo recomposto desde suas fontes neotestamentárias rejuvenescidas pelo Concílio de 1962-65.
Quando tudo indicava que a Igreja católica, renovada desde dentro, partiria em missão no mundo conturbado pela "guerra fria” para proclamar a boa nova da Paz com Justiça, ocorre o inesperado retorno da antiga aliança entre o Papa e a Cúria Romana, enfraquecendo-se a colegialidade episcopal universal e o ecumenismo. Com efeito, apesar de afirmarem sua adesão à teologia consagrada pelo Concílio, os dois últimos papas governaram a Igreja como se lhes bastasse o apoio das congregações romanas. Nesse contexto, as Igrejas particulares que seguem levando em frente às propostas do Concílio se veem marginalizadas por Roma, como se não fossem, também elas, concretizações legítimas da mesma Igreja católica.
É, portanto, muito oportuno – e muito bom! – promover encontros e reuniões onde se torne presente, ao fazer-se a memória, o evento do Concílio Ecumênico de 1962-65.
Notas:
(1) Uso a expressão de J. B. Libanio para referir-se ao catolicismo em vigor desde Pio VI até Pio XII (1775-1958).
(2) Essa expressão foi usada no documento nº 25 da CNBB sobre as CEBs (1982, 5). Sua recepção nas próprias comunidades foi tão boa que se tornou como que o seu lema até os dias de hoje.

Uma advertência séria: os riscos da concentração de riqueza
Com pedido de desculpas ao autor e ao jornal pela reprodução deste artigo sem permissão formal. Trata-se de advertência oportuna, na linha deste Correio. Agradecemos ao autor e ao jonal.
É luxo só
Luiz Fernando Veríssimo
(O GLOBO – 16/09/2012 – pág. 19)

Vá entender. Em meio à crise financeira que assola o mundo, o único comércio que cresce e prospera é o de artigos de luxo. As grandes grifes nunca venderam tanto, publicações caras dirigidas a um público com sobra de dinheiro se multiplicam e tem cada vez mais gente comprando jatinhos executivos para combinar com seus iates.

A compulsão do consumo conspícuo é tamanha que criou um problema inédito: como inventar coisas que se destaquem, pela exclusividade, num mercado em que o luxo se banaliza rapidamente e em que os donos de Mercedes último tipo são obrigados a andar com um adesivo que diz: “Meu outro carro é um Lamborghini”?
O uísque Johnny Walker é um exemplo desta busca incessante pelo cada vez mais exclusivo. Na sua forma original e acessível tinha o rótulo vermelho. Depois lançaram o Johnny Walker rótulo preto, mais caro e supostamente melhor.
Depois veio o rótulo azul, ainda mais caro e melhor que o preto. Depois o rótulo verde, uma depuração do azul. E agora existe o Johnny Walker rótulo ouro, feito para pouquíssimos – mas dizem que vendendo bem.
Outro problema trazido pelo luxo banalizado é o que dar para o homem que tem tudo. Pode-se imaginar a angústia da mulher do homem que tem tudo à procura de um presente para lhe dar de aniversário. Um Porsche? Ele já tem dois. Um helicóptero? Muito barulhento. E então ela descobre uma solução. Uma coisa pequenina, mas que certamente nenhum dos amigos dele tem. Um cortador de pelinho de nariz feito de prata, que ela pede para ser personalizado com as iniciais dele.
Dizem que a sugestão de Maria Antonieta para que os pobres comessem brioches se faltasse pão apressou a Revolução Francesa. Não se pode imaginar que a notícia da existência de um cortador de pelinho do nariz prateado vá provocar uma reação popular parecida. Mas quem sabe se o cortador do pelinho prateado não seja o limite?
Dificuldades dos pais na transmissão da fé
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A frustração dos pais cristãos acontece porque o que se transmite como se fora a fé, além da inadequação da linguagem, nada mais é que um conjunto de obrigações e prescrições sobre algumas práticas religiosas e comportamentos morais. Passa-se, com frequência uma visão deformada do Deus da Bíblia, Deus severo e vigilante, que toma conta dos nossos atos e nos castigará por nossas faltas.
Mas também benevolente, que premiará a obediência aos pais (funcionando muito convenientemente como auxiliar dos pais na educação dos filhos...).  Ou um Deus provedor,quebra-galhos, que resolverá magicamente todos os nossos problemas.
A essência da fé cristã, então, por esse despreparo dos pais, não é revelada aos filhos. Trata-se de compreender que essa essência quase sempre obscurecida é o assumir, pelo batismo e sua confirmação, a responsabilidade de empenhar-se na edificação do Reino de Deus, na história humana. Isto se faz através das práticas concretas de promoção da justiça e do amor, da solidariedade e da partilha, do respeito absoluto à dignidade da pessoa humana, da superação de toda exclusão e discriminação social. E através da construção de uma sociedade fraterna e igualitária que prefigure, aqui e agora, a vida eterna prometida: "Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu”
(De “Descomplicando a fé” (Paulus Editora)


Frases de Aparício Torelli, o Barão de Itararé


*       Dize-me com quem andas e eu te direi se vou contigo. 
*       De onde menos se espera, daí é que não sai nada.
*       Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
*       Quando pobre come frango, um dos dois está doente.
*       Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.
*       Banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 294


Custa acreditar mas é verdade. A política não vai mais envergonhar o cidadão, zeloso guardião da ética neste país. A imprensa já se preocupa com a escassez de notícias a partir do ano 2013. Será uma perda importante para a mídia, acostumada com a abundância de malfeitos dos nossos parlamentares e personagens do executivo, com respingos deselegantes nos espaços do judiciário.
Higiene na política
Helio Amorim*
*Membro do Movimento Familiar Cristão.


Nestes dois anos aconteceram milagres para espanto dos nossos desânimos cívicos. Começaram pelos ministérios, com suas cúpulas herdadas de gestões anteriores, sucessivamente desarticuladas pelo jornalismo investigativo, pelo debate parlamentar e intervenções firmes e prontas da presidente. Ministros e suas cortes se afastaram ou foram demitidos numa sequência alucinante de denúncias e imediatas ações corretivas.
No ministério que cuida das estradas, o diretor geral do departamento que as contrata convocou as empresas que fazem as suas obras para que o conhecido político que renunciou para não ser cassado, “dono” desse setor, explicasse que se aproximavam as eleições e tinha a certeza de que todos os construtores contribuiriam para o financiamento das campanhas do partido que preside. Passou a palavra para o diretor do órgão para que entrasse nos detalhes e se retirou para não se comprometer além da conta. Poucos meses depois dessa exibição de banditismo
explícito, o ministro, o diretor e três dezenas de executivos desse ministério estavam demitidos pela presidente. Foi o ponto alto das operações higiênicas que se desenrolaram nesses dezoito meses de cabeças degoladas. O governo está mais leve e transparente, com prestígio e aprovação apreciáveis.
Nas eleições deste ano, teremos a esperada estreia da “ficha limpa”, uma iniciativa popular que, ao ser proposta, muitos céticos não acreditavam ter êxito. Inicialmente no nível dos municípios, com centenas de milhares de candidatos para governos municipais e suas câmaras de vereadores. Milhares já foram cassados antecipadamente: tinham pecados anteriores em suas folhas corridas. O número sempre surpreendente de candidatos foi menor pelo medo dos pretendentes habituais verem sua ficha desvendada pela justiça eleitoral e o consequente dissabor de ler na mídia o seu nome na lista suja. O resultado será um quadro de gestores e legisladores limpos a partir de janeiro. Amém.
Mas haverá os pessimistas que pensarão: depois de eleitos começam os desvios éticos. Pensar na reeleição com prudente antecedência porque a campanha é cara. Estando eleitos, dispõem agora de maior poder para oferecer favores remunerados pelo “caixa dois” de empresas viciadas em benevolências, manobras espúrias em licitações e contratos espertos.
Não será tão fácil, doravante, depois do vendaval do chamado incorretamente “mensalão”, que não foi mensal mas cotidiano e multimilionário. Quase quarenta réus são exibidos urbi et orbe todos os dias em sessões exaustivas do Supremo Tribunal Federal, instância máxima do judiciário que não admite novos recursos do exército de advogados caros. As sentenças e condenações são definitivas e as punições imediatas. Haverá grades para muitos intocáveis do passado.
Assim, os novos eleitos de ficha limpa não devem cair na tentação dos negócios tradicionais nesse comércio parlamentar, já conhecendo o desfecho certo. A reeleição estará garantida pelo desempenho fecundo e ético do candidato na duração do seu mandato. Sua preocupação principal será demonstrar no dia a dia essas qualidades, em contato pessoal e direto com sua base, nos pronunciamentos corajosos e projetos de lei que apresenta ou apoia com empenho nas tribunas e comissões parlamentares. Serão reeleitos por mérito reconhecido, não pela propaganda e banners espalhados pelas cidades.
Mais dois anos e essa tsunami ética sobe aos níveis superiores, estaduais e federais. O Brasil vai exibir uma face da qual não se envergonhará, dando exemplo destas conquistas em meio aos desvios que explodem mundo afora, em países cuja política é tradicionalmente financiada por grupos econômicos poderosos e ávidos de bons negócios.
Ao mesmo tempo formou-se a Comissão da Verdadeque vai desvendar o que ainda permanece oculto das torturas e mortes nos porões da ditadura. A presidente convocou personalidades de reconhecida competência e compromisso ético com a justiça
Deverá passar a limpo o que ainda se conhece de forma desordenada sobre esse período sinistro. Aqueles “Anos de Chumbo” deixarão manchas eternas na história do Brasil. Que esses horrores jamais voltem a ocorrer em nossa terra.

A Poesia de Mário Quintana



 





Mário Quintana
*       O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

*       O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.

*       A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

*       Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.

*       A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz.



Lendo a Bíblia com os conhecimentos de hoje
O povo judeu e os cristãos custaram bastante a entender muitos escritos da Bíblia, enquanto presos à ideia de tratar-se de uma coletânea de relatos históricos, no sentido moderno e científico do termo. Aceita a verdade de serem os seus autores inspirados por Deus, concluía-se que todos os episódios nela registrados seriam a verdade histórica incontestável, por mais fantásticos que se apresentassem alguns relatos bíblicos.

Todos conhecemos as perseguições, condenações e mortes que marcaram o embate entre religião e ciência, ao longo da história, sempre que surgiam divergências entre descobertas científicas e interpretações religiosas de textos bíblicos, especialmente as dos relatos sobre a Criação. Galileu foi julgado por afirmar que a Terra não era o centro do Universo, e os astros simples adornos instalados na abóboda celeste. Para não ser condenado à morte ou prisão, preferiu proclamar publicamente o seu "erro" e viver em relativa paz mais alguns anos.

A Igreja que o condenou severamente, em defesa da fé, reconheceu o equívoco de suas ações repressivas contra os avanços científicos, na singela cerimônia em que o Papa anunciou a "reabilitação" de Galileu, revogando a sentença secularmente discutida. Mais tarde, todo o poder de fogo eclesiástico foi dirigido contra Darwin e suas teorias evolucionistas. Suas obras foram incluídas no Index dos livros que os cristãos estavam proibidos de ler, sob pena de excomunhão. Com os avanços inexoráveis das ciências, as reações se esvaziaram, depois de terem produzido alguns estragos evitáveis.

Foi, portanto, com a ajuda das ciências que se tornou possível entender a Bíblia, não como um livro histórico e científico. É, na verdade, uma obra catequética, que nos apresenta Deus e o seu projeto de humanização, através de imagens compreensíveis pelos homens e mulheres das épocas e culturas em que foram escritos os relatos e discursos que a compõem.

(Extraído de Descomplicando a fé – Paulus Editora)



terça-feira, 11 de setembro de 2012

ELEICÔES 2012


Este é verdadeiramente um MOVIMENTO em ação. Fica aqui o nosso agradecimento a todos os nossos irmãos MFCistas que lotaram ontem a sede da Legião de Maria na Paróquia da Rainha da Paz. Foi um ato de cidadania, formação política e fortalecimento da nossa fé enquanto movimento que busca cumprir as suas finalidades estatutárias junto às famílias através da ação, onde busca desenvolver ações visando a humanização, a evangelização, a promoção de valores humanos e cristãos de pessoas e famílias, capacitando as famílias para que possam cumprir a sua missão de formadoras de pessoas, educadoras na fé e promotoras do bem comum. Ontem através das perguntas instigamos os candidatos a prefeito a apresentarem como desenvolverão projetos, propostas a fim de promover programas e atividades assistenciais e de promoção humana para pessoas e famílias, especialmente focadas nas crianças, adolescentes e idosos carentes, para o atendimento de suas necessidades de alimentação, nutrição, saúde e instrução, propiciando orientação para a sua inserção cidadã na sociedade e no mercado de trabalho, sem perder o foco do desenvolvimento sustentável através de políticas que possam promover ações de qualquer natureza em defesa da preservação ambiental, assim cravamos a nossa identidade na busca de construir políticas públicas estruturantes criando ambiência para desenvolvimento das famílias, pilar de sustentação da nossa comunidade, estado, país.
Tudo aconteceu como planejado, iniciamos o encontro com os prefeituráveis como se estivéssemos fazendo uma reunião em nossa casa, o CANTO DA CIDADE animou a todos com músicas que nos remeteram às nossas raízes como grupo que luta por seus ideais sem perder de vista o amor a Cristo. A equipe de LITURGIA DA CIDADE nos convidou a invocar o Espírito Santo, um canto para aclamarmos a Palavra e em seguida a leitura do evangelho do dia, que por alguns instantes alimentou e ecoou em silêncio no nosso interior, para darmos continuidade ao nosso evento.
Convidamos o Pároco da Rainha da Paz, Pe. Valmir para oficialmente abrir o evento e dar as boas vindas, seguindo por nosso Presidente Juraci Bento que do seu jeito simples e carismático apresentou o MFC dando a todos um norte das ações que praticamos, convidando a todos a participar para a construção do maior evento realizado pelo movimento que acontecerá em nossa cidade em julho de 2013 – o 18º ENA, que reunirá pessoas – famílias de todo o Brasil com o propósito de promover políticas para o fortalecimento da saúde e prosperidade das famílias brasileiras. O Diácono Luciano, criteriosamente embasado por documentos da nossa igreja e um vídeo (CNBB), nos trouxe à luz a preocupação e a importância da igreja conhecer e vivenciar a política, muitas vezes apresentando frases do Santo Padre o Papa Bento XVI ,dentre outros Papas e documentos da Igreja. Capacitou a todos os presentes lembrando-nos do papel da Igreja como aquela que busca a interação dos diversos meios e políticas para a promoção e manutenção da vida e da dignidade humana.
A Equipe de Metodologia da Cidade ficou responsável por mediar o encontro com os candidatos. A mesa foi composta por Abel Rebouças, Edigar Mão Branca, Ellquisom Soares e  Herzem Gusmão, o candidato Guilherme Menezes não se fez presente e enviou oficio justificando a sua ausência. Disponibilizamos a cada candidato o tempo de dez minutos para apresentar projetos e/ou propostas objetivando promover as famílias conquistenses.
Após sorteio pela mesa organizadora o candidato Ellquisom foi o primeiro, seguido por Edigar Mão Branca, Herzem Gusmão e Abel Rebouças. Foram unânimes quanto a importância da igreja estar promovendo este tipo de encontro e cada um usou o tempo da melhor forma possível para apresentar o que lhes fora proposto,  comprometendo-se em fazer o encaminhamento das propostas e projetos por escrito para que possamos fazer o acompanhamento após as eleições. Ainda com a mesa em formação e seguindo a nossa pauta, fizemos uma Rodada de Perguntas onde cada candidato respondeu a quatro perguntas, tendo três minutos para respondê-la.
Na primeira rodada membros do MFC fizeram perguntas a Edigar Mão Branca, Ellquisom, Herzem e Abel. A segunda feita por membros da Pastoral Familiar na seguinte ordem: Abel, Herzem, Edigar Mão Branca e Ellquisom. Na terceira e última rodada fizemos uma dinâmica diferente, onde cada candidato pegou duas perguntas e através de sorteio (duas rodadas) cada candidato foi respondendo tendo o mesmo tempo para resposta.
Para as considerações finais convidamos o Diácono Luciano que agradeceu a todos pela presença e participação reforçando o papel da Igreja no processo político eleitoral.
Foi dado aos candidatos para considerações finais o tempo de um minuto e em seguida convidamos o Pároco Pe. Valmir para fazer o encerramento, oração e benção final, seguida pela música Oração da Família pelo CANTO DA CIDADE.
Acreditamos que este tenha sido um momento especial para todos os que tiveram a oportunidade de participar, conhecemos mais os nossos candidatos, as suas propostas e amadurecemos na fé e na política.
E por tudo isso, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Forte abraço,

Equipe de Metodologia Cidade
Rubens Carvalho























segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Igreja Católica realiza encontro com os candidatos a prefeito nesta segunda-feira, 10



  Na noite da próxima segunda-feira, 10, será realizado um Encontro com os candidatos a prefeito de Vitória da Conquista. A iniciativa é das Paróquias da cidade e do Movimento Familiar Cristão – MFC.
  O objetivo, segundo o coordenador de Pastoral, Diác. Luciano Santana é “apresentar o pensamento da Igreja Católica sobre política e eleições e ouvir também os planos dos candidatos a prefeito do nosso município”, disse.
  Os candidatos a vereadores também estão convidados a participarem desse momento, mas não farão a explanação de suas idéias.
  O Encontro com os prefeitos acontecerá na sede da Legião de Maria localizada na Av. Farroupilha, bairro Patagônia, às 19h30.
  Participe! Este é o momento certo para decidir o seu voto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 292



Descrição: Leonardo Boff 2010
Pensamentos e Sonhos sobre o Brasil
Leonardo Boff
Teólogo/Filósofo


1. O povo brasileiro se habituou a “enfrentar a vida” e a conseguir tudo “na luta”, quer dizer, superando dificuldades e com muito trabalho. Por que não iria “enfrentar” também o derradeiro desafio de fazer as mudanças necessárias, para criar relações mais igualitárias e acabar com a corrupção? 
2. O povo brasileiro ainda não acabou de nascer. O que herdamos foi a Empresa-Brasil com uma elite escravagista e uma massa de destituídos. Mas do seio desta massa, nasceram lideranças e movimentos sociais com consciência e organização. Seu sonho? Reinventar o Brasil. O processo começou a partir de baixo e não há mais como detê-lo.
3. Apesar da pobreza e da marginalização, os pobres sabiamente inventaram caminhos de sobrevivência. Para superar esta anti-realidade, o Estado e os políticos precisam escutar e valorizar o que o povo já sabe e inventou. Só então teremos superado a divisão elites-povo e seremos uma nação una e complexa.
4. O brasileiro tem um compromisso com a esperança. É a última que morre. Por isso, tem a certeza de que Deus escreve direito por linhas tortas. A esperança é o segredo de seu otimismo, que lhe permite relativizar os dramas, dançar seu carnaval, torcer por seu time de futebol e manter acesa a utopia de que a vida é bela e que amanhã pode ser melhor. 
5. O medo é inerente à vida porque “viver é perigoso” e sempre comporta riscos. Estes nos obrigam a mudar e reforçam a esperança. O que o povo mais quer, não as elites, é mudar para que a felicidade e o amor não sejam tão difíceis.
6. O oposto ao medo não é a coragem. É a fé de que as coisas podem ser diferentes e que, organizados, podemos avançar. O Brasil mostrou que não é apenas bom no carnaval e no futebol. Mas também bom na agricultura, na arquitetura, na música e na sua inesgotável alegria de viver.
7. O povo brasileiro é religioso e místico. Mais que pensar em Deus, ele sente Deus em seu cotidiano que se revela nas expressões: “graças a Deus”, “Deus lhe pague”, “fique com Deus”. Deus para ele não é um problema, mas a solução de seus problemas. Sente-se amparado por santos e santas e por bons espíritos e orixás que ancoram sua vida no meio do sofrimento.
8. Uma das características da cultura brasileira é a alegria e o sentido de humor, que ajudam  aliviar as contradições  sociais. Essa alegria nasce da convicção de que a vida vale mais do que qualquer coisa. Por isso deve ser celebrada com festa e diante do fracasso, manter o humor. O efeito é a leveza  e o entusiasmo que tantos admiram em nós.
9. Há um casamento que ainda não foi feito no Brasil: entre o saber acadêmico e o saber popular. O saber popular nasce da experiência sofrida, dos mil jeitos de sobreviver com poucos recursos. O saber acadêmico nasce do estudo, bebendo de muitas fontes. Quando esses dois saberes se unirem, seremos invencíveis. 
10. O cuidado pertence à essência de toda a vida. Sem o cuidado ela adoece e morre. Com cuidado, é protegida e dura mais. O desafio hoje é entender a política como cuidado do Brasil, de sua gente, da natureza, da educação, da saúde, da justiça. Esse cuidado é a prova de que amamos o nosso pais.
11. Uma das marcas do povo brasileiro é sua capacidade de se relacionar com todo mundo, de somar, juntar, sincretizar e sintetizar. Por isso, ele não é intolerante nem dogmático. Gosta e acolhe bem os estrangeiros. Ora, esses valores são fundamentais para uma globalização de rosto humano. Estamos mostrando que ela é possível e a estamos construindo. 
12. O Brasil é a maior nação neolatina do mundo. Temos tudo para sermos também a maior civilização dos trópicos, não imperial, mas solidária com todas as nações, porque incorporou em si representantes de 60 povos que para aqui vieram. Nosso desafio é mostrar que o Brasil pode ser, de fato, um pedaço do paraíso que não se perdeu.

Os anos de chumbo – IV: Torturador condenado.

Tribunal de Justiça de SP responsabiliza Brilhante Ustra por tortura

Em 14 deste mês, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou por unanimidade a sentença que aponta o coronel reformadoCarlos Alberto Brilhante Ustra como responsável por torturas no regime militar, conforme denunciava este Correio no mês passado.
Em 2008, a Justiça de primeira instância declarou Ustra como torturador. Ele recorreu. A decisão desta semana ratifica a sentença anterior. Uma de suas vítimas, Maria Amélia Telles, desabafa: “Foi uma grande vitória. Sofri tortura do próprio Ustra em 1972 e 1973”.
Para integrantes da Comissão da Verdade a decisão abre caminho para que mais agentes da ditadura sejam responsabilizados por seus crimes. “A tortura praticada fere a dignidade humana”, afirmou o desembargador Rui Cascaldi após a sentença. (Condensado de O GLOBO).
E na Argentina:
O juiz federal da Argentina, Daniel Rafecas, afirmou nestes dias que até agora foram identificadas dez mil vítimas da ditadura militar no país, durante aOperação Condor, na década de 60. Ele afirmou que essas vítimas foram identificadas com a abertura de mil processos contra pessoas que atuaram durante a operação. Respondem a processos chefes dos centros clandestinos de detenção e chefe das forças armadas, por exemplo. Até agora 250 já foram condenados por crimes graves. Os números são provisórios porque esse processo está em desenvolvimento, disse.
A declaração foi dada durante o seminário internacional Operação Condor, promovido pela Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, ligada à Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
A Operação Condor, criada nos anos 60, foi uma aliança político-militar, entre os regimes ditatoriais de cinco países da América do Sul: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O objetivo era coordenar a repressão aos opositores dessas ditaduras e eliminar líderes de esquerda que militavam nos cinco países.


Frases ácidas de Millôr Fernandes

“Anatomia é uma coisa que os homens também têm mas que nas mulheres fica muito melhor.”
“Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem.”
“Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim.”
“Jamais diga uma mentira que não possa provar.”
“O homem só é ateu sincero quando está bem de saúde”.