segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Correio INFA 67
"Quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz"...
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:
'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, minha aula é à tarde'.
Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'.
'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'
'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!`
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!'
Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!'
O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.
Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Quando não se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, então sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz"!!
São Paulo, na primeira carta aos coríntios, capítulo 13 - em uma das mais belas páginas da Bíblia - escreve sobre o amor, características, relações com a fé e esperança, e sobre sua duração perene. Página permanentemente revisitada pelos cristãos!
Os filósofos também têm escrito sobre amor. Martin Buber, para citar apenas um, tem-nos dado lições magníficas sobre a relação Eu-Tu, o amor que permeia essa relação e sua explicitação no diálogo.
A procura do par
Para a ciência, homens e mulheres buscam as mesmas características em um parceiro: bondade, inteligência, bom humor e saúde, de acordo com pesquisa internacional realizada com 9.474 pessoas em 33 países (Journal of Cross-Cultural Psychology). Outra dica: procure pessoa semelhante a você, já que conforme pesquisa da Universidade de Iowa (Estados Unidos), casais com personalidades parecidas estão mais satisfeitas em seus relacionamentos.
No estudo, os pesquisadores pediram a 291 casais que respondessem a questionários e participassem de interações filmadas, observando duas variáveis: satisfação matrimonial e semelhanças entre parceiros. Os resultados evidenciaram que a semelhança, no que concerne a atitudes, é fator importantíssimo para a qualidade da relação.
Sexo
Quem tem relações sexuais com quem acabou de conhecer fica malvisto, tanto faz se se trata de homem ou mulher, conforme pesquisa realizada pela Universidade Texas Tech (Estados Unidos), publicada na revista “Personal Relationships”, que entrevistou 296 universitários de ambos os sexos que responderam a questionários sobre comportamento sexual de homens e mulheres.
Por outro lado, homens e mulheres que tiveram sua primeira relação sexual após firmar um compromisso, foram considerados mais apaixonados e companheiros, ou seja, desejáveis para namoro ou casamento. Outro estudo, publicado no mesmo periódico, mostra que homens têm 40% mais chance de se envolverem em sexo casual, e que 33% dos homens já tinham se envolvido nessa modalidade, enquanto 16% das mulheres também. Ter tido experiência de sexo casual, ou estar bêbado, aumenta as chances de que o fato volte a ocorrer.
(Aqui foram narrados resultados de pesquisas, não foi feito juízo moral sobre os comportamentos.)
Discussões
As discussões são inevitáveis em um relacionamento, e a forma como elas ocorrem diz muito sobre a qualidade do convívio. As agressões e as acusações, de modo geral, prejudicam. É melhor abrir portas para o diálogo que escancarar as que produzem conflito e brigas que desgastam a relação e podem deixar feridas de difícil cicatrização.
Ao invés de agredir verbalmente e acusar, quando se sentir injuriado, dê chance ao outro de explicar porque agiu de determinada maneira ou fez certa afirmação – o que poderá ajudá-lo a avaliar o próprio comportamento e, se for o caso, reformular-se e pedir desculpas ou perdão: é a reconciliação. Identificar-se com o agressor, agredindo (Freud), envolver-se em bate-boca interminável, não conduz à resolução de impasses, mas leva a possíveis tempestades domésticas, com fim, às vezes, imprevisível e infeliz.
Fazer o amor durar
Um dos desafios do casamento é fazer o amor durar.
John M. Gottman, PhD, professor emérito da Universidade de Washington, depois de acompanhar casais por anos a fio, e de ter criado o Laboratório do Amor na referida Instituição, criou uma fórmula de êxito para casamentos: a taxa 5x1. Significa: para cada aspecto negativo que você encontrar no parceiro, deve encontrar cinco positivos, ou, para a memória de um fato negativo, relembrar cinco positivos. Trata-se de exercício e tarefa para quem pretende dar estabilidade ao relacionamento.
Assim, queixas sobre defeitos do parceiro e declaração de desprezo, são exemplos de comportamentos nocivos, enquanto capacidade para resolver conflitos e cultivar memórias positivas mantém a satisfação no relacionamento.
A proposta de Gottman lembra a teoria custo-benefício. Quando os custos são maiores que os benefícios, a relação tende ao rompimento; quando os benefícios são maiores, tende à estabilidade. O êxito no relacionamento depende de eu não ser um fardo para o outro e, principalmente, de lhe proporcionar muitas alegrias e satisfações. Se cada um pensar e agir assim, o relacionamento tem futuro.
O cristão pode e deve aproveitar os dados que a ciência disponibiliza, e, além disso, utilizar os meios espirituais e sacramentais para construir uma vida conjugal estável e feliz.
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sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Reveillon 2013
Com a participação de 100 (cem) pessoas e com uma estrutura que não deixou nada a desejar a nenhum grande clube da nossa cidade, o MFC-Grupo Conversão realizou um inesquecível reveillon na residência do casal Vitório e Sueli. Parabéns, que Deus continue nos abençoando sempre, até um próximo evento.
Correio MFC 301
Mensagem de Natal e Ano Novo
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"O grande inimigo, o inimigo número um do mundo moderno, é o tédio".
(Teilhard de Chardin).
Mensagem de Letícia Cotrim, escolhida para ser a Mensagem do Correio MFC, neste Natal e na chegada do Novo Ano.
Este ano, escolhi a frase de Teilhard de Chardin, encontrada por acaso quando estava lendo as reflexões sobre o Natal que me chegam dos Manos da terna solidão. Fiquei pensando sobre isso e achei fantástica a ideia de que o mundo moderno tem no tédio um grande inimigo.
Acho que o tédio embarga qualquer gesto de humanidade, porque é uma espécie de cansaço, de aborrecimento permanente, de insatisfação constante que nos coroe por dentro. Parece aquele dia em que você sai da Internet, liga a TV, sai da TV liga a Internet e vai ao Shopping consumir para buscar alívio... mas não pode comprar ou nada do que consumir é suficiente, já que o vazio ocupa quase todo o espaço.
Mas lembrei de que qualquer movimento criativo, seja uma solução para um probleminha doméstico, seja uma ideia brilhante no trabalho, seja um caminho alternativo para o que já não se consegue fazer, sobretudo na velhice, espantam todo e qualquer tédio.
Conclui que se o tédio é o grande inimigo, a criatividade em todos os campos é a grande amiga do mundo contemporâneo. Isto é, saídas diferentes para as mesmas questões de sempre. Correr atrás do avesso das situações. Ver nas entrelinhas. Escarafunchar possibilidades. Contrariar o fluxo inexorável que encaminha para crises especulativas, econômicas, éticas, e morais e criar caminhos novos e renovados para a compaixão, para a amizade, para o bem estar simples de todos os dias, para a tranquilidade interior, para a convivência com a realidade mais concreta e todos os seus limites.
No entanto, penso que isso só acontece sem conformidade. Se formos capazes de nos manter sempre indignados, até o último suspiro, para que se realizem os desígnios de Jesus que a cada ano renasce no meio das contraditórias comemorações do Natal.
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Comissão da Verdade divulga estudos sobre mortes na ditadura
Os “Anos de Chumbo” e a Comissão Nacional da Verdade (VIII)
Os “Anos de Chumbo” e a Comissão Nacional da Verdade (VIII)
- Textos também apontam interferências do regime militar em julgamentos de militantes
A Comissão Nacional da Verdade liberou para consulta, nesta quinta-feira, onze textos de autoria do coordenador da comissão, o ex-procurador geral da República Claudio Fonteles. Dos onze textos disponíveis no site da Comissão na internet, sete são sobre casos de assassinatos e abordam como o regime militar tentava dissimular a causa da morte dos opositores. Outros documentos analisados por Fonteles demonstram manipulações de casos judiciais durante a ditadura.
Os estudos sobre assassinatos relatam casos ocorridos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco. São listados, por exemplo, os registros de resistência a prisão seguida de morte - argumento que foi usado para ocultar a real causa de morte de Carlos Marighella - até a troca de corpo para impedir o reconhecimento pela família - como no caso da morte do militante Aldo de Sá Brito Souza Neto, em Belo Horizonte. Segundo a comissão, os falsos suicídios de Manoel Fiel Filho, Raul Amaro Nin Ferreira e João Lucas Alves, também fizeram parte do estudo.
Já entre os relatos de casos manipulados na Justiça que constam nas pesquisas divulgadas hoje pela comissão, está o do assassinato do padre Antônio Henrique, em Recife, provavelmente por integrantes do Comando de Caça a Comunistas, segundo divulgou a Comissão, grupo paramilitar de extrema-direita. A comissão sustenta que documento demonstra que o ministro da Justiça no período, Alfredo Buzaid, determinou que assessores interviessem no inquérito policial e no posicionamento do Ministério Público de Pernambuco.
Foram necessários cinco meses de pesquisa para concluir os estudos, feitos com base em pesquisas de documentos do Arquivo Nacional, de literatura especializada e de laudos periciais independentes solicitados pela comissão a um grupo de peritos, afirma o colegiado.
D. Pedro Casaldáliga ameaçado
O governo brasileiro fará o possível para garantir a segurança de Casaldáliga(Reportagem publicada em Religión Digital, España)A presidente brasileira, Dilma Rousseff, condecorou nesta segunda-feira o bispo espanhol Pedro Casaldáliga e outras 16 pessoas, entre elas o bispo Tomás Balduíno, por seu trabalho em defesa dos Direitos Humanos. Casaldáliga não pôde receber o prêmio pessoalmente já que está refugiado em um lugar desconhecido sob proteção da Polícia Federal devido ao recrudescimento das ameaças que vem recebendo há anos por seu trabalho a favor dos indígenas. |
Rousseff afirmou que o Brasil “aprendeu a admirar” Casaldáliga e o bispo Tomás Balduíno, também homenageado por seu apoio aos indígenas, e disse que ela mesma se orgulha de ser “contemporânea” de ambos. A presidente manifestou que o Estado brasileiro dedicará “todos os meios e forças policiais e civis disponíveis” para garantir a segurança e a proteção daqueles que trabalham “na defesa dos excluídos”. Além disso, Rousseff assegurou que a defesa dos Direitos Humanos é “muito importante” para ela e para sua geração, porque “sentimos na carne o abuso de poder e a truculência do Estado”.
Frases
Aparício Torelli, o Barão de Itararé
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Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse a você.
O meu amor e eu nascemos um para o outro, agora só falta quem nos apresente.
Quem ama o feio, é porque o bonito não aparece.
O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.
Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.
Quem inventou o trabalho não tinha o que fazer.
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