quinta-feira, 14 de junho de 2012

Correio MFC 287



Doce que nem pimenta carismático, mas também polêmico, o monge Marcelo Barros considera o diálogo entre as religiões a sua principal missão. Prior do Mosteiro da Anunciação do Senhor (o prior é uma espécie de coordenador), em Goiás Velho (GO), o irmão beneditino Marcelo Barros tem pulso firme, e não teme assumir suas posições críticas. O mosteiro apóia dois acampamentos de trabalhadores rurais sem-terra. As portas do 287mosteiro estão sempre abertas e, nas missas de domingo, são os leigos que dão a comunhão aos monges.




Por onde passo, escuto a pergunta: "Dizem que a Teologia da Libertação está morta. É verdade?”. Quase todos se refugiam em um impessoal "dizem”. Poucos assumem que eles/as mesmos/as pensam isso. Há alguns anos, personagens da cúpula católica declararam que a Teologia da Libertação tinha morrido. Disseram isso para expressar que estavam livres de um problema incômodo.

Teologia que interessa ao mundo
Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor



Afirmaram a morte desse caminho espiritual mais para desejar que isso aconteça do que por estarem convictos de que fosse real. Entretanto, como, nas últimas décadas, as Igrejas parecem mais conservadoras e mais centradas em si mesmas, alguns concluem que, por isso, não existe mais essa relação entre fé e compromisso social.
Por tudo isso, vale a pena recapitular: Chama-se "Teologia da Libertação” toda reflexão que liga a fé e a espiritualidade com o compromisso de transformar esse mundo e servir às causas da justiça, da libertação dos oprimidos e da paz. Estamos celebrando os 40 anos do surgimento desse tipo de reflexão teológica na América Latina. Em 1971 aparecia no Peru o livro "Teologia da Libertação” de Gustavo Gutiérrez, seguido de outros escritos. No Brasil, Rubem Alves e Richard Schaull, professores do Seminário Presbiteriano de Campinas, foram pioneiros nesse tipo de reflexão. Foram perseguidos pela ditadura militar e incompreendidos pela hierarquia de sua Igreja. Na Igreja Católica, Leonardo Boff, Hugo Assmann e outros jovens trilharam o mesmo caminho.
Desde o começo, a Teologia da Libertação se diversificou em vários ramos e setores. Alguns autores aprofundaram mais a relação entre o compromisso cristão e a economia. Outros pesquisaram como aplicar à Teologia alguns conceitos vindos da análise da realidade, feita pelos socialistas. Homens e mulheres aprofundaram uma leitura da Bíblia a partir da realidade do povo. O que fez de pensadores tão diversos companheiros de uma mesma causa foi o compromisso de sempre tomarem como base a realidade de sofrimento injusto dos empobrecidos para servirem à sua libertação. Eles e elas elaboraram uma teologia que expressa a fé com palavras atuais e de modo a ser melhor compreendida pelo homem e pela mulher de hoje. Pela primeira vez, a teologia passou a interessar a muita gente do mundo inteiro, independentemente das pessoas terem ou não fé religiosa. Muitos jovens e intelectuais passaram a sentir-se ligados à caminhada cristã.
Na América Latina, durante séculos, o Cristianismo tinha legitimado a política injusta dos poderosos desse mundo. Com algumas exceções honrosas, desde a colonização, a maioria dos padres e pastores foi cúmplice da escravidão dos índios e negros. A Teologia da Libertação transformou isso. Não com discursos sobre a libertação, mas com um novo modo de fazer teologia a partir da realidade e em permanente contato com os movimentos populares. Esse método da teologia da libertação continua hoje vigente nas teologias indígenas, negras e feministas. Também, com toda razão, a categoria pobre e oprimido pode ser usada em relação à Terra e à natureza. Por isso, a Eco-teologia é uma expressão atual da Teologia da Libertação.
Não tem sentido discutir se, por acaso, a Teologia da Libertação morreu, quando as correntes nela engajadas já realizaram três fóruns mundiais sobre Teologia e Libertação e preparam um próximo. Quem entrar em qualquer livraria mais sortida descobrirá vários livros escritos recentemente a partir dessa corrente. De qualquer modo, é claro, o importante não é a Teologia da Libertação. É a própria caminhada da libertação, hoje, sempre mais atual e necessária não apenas na América Latina, mas para todo o mundo.
Quem procura viver a espiritualidade ligada à realidade da vida tem na Teologia da Libertação uma boa ajuda para aplicar à nossa realidade a palavra de Jesus: "Quando vocês virem essas coisas começarem a acontecer, levantem as cabeças. É a libertação que se aproxima” (Lc 21, 28). Adital.

                           


Vocações ministeriais bloqueadas
Franz Wieser*



 


O problema não é falta de vocações, mas os condicionamentos em que o sistema dominante as enclausura  chamando e atribuindo a si tradições e poderes que deixam de lado a tradição apostólica e a única lei em vigor para os discípulos de Jesus: o amor.Que outra coisa são as vocações dentro da corporação baseada em Cristo, se não os talentos (Mateus 25:14-30) conforme Deus os distribui, os carismas, dons gratúitos do Espírito de Deus em função da edificação deste corpo de Cristo? Embora sejam diferentes como os membros de um corpo, quer em termos de sua importância, quer em suas funções, o que, afinal, tem valor diante de Deus, é que pessoa os administre, cada um com a sua capacidade (1 Coríntios capítulo 12, 13 e 14; Ro 12:3-8).
O que em princípio se deve ter por certo é que os talentos, os carismas, ou seja, a vocação, não é dada pelo papa ou por um bispo, mas por Deus, pelo Espírito de Deus que sopra onde quer, sem distinção de sexo ou estado de vida. É óbvio que são as igrejas de base, as comunidades locais, cujo poder de "examinar tudo e ficar com o que (em consciência) considerem autêntico" (1 Ts 5.21),  que devem promover e escolher seus ministros, seus pastores e distinguir entre profetas falsos e verdadeiros, como era costume nos primeiros séculos do cristianismo.
O que, de acordo com Bernhard Häring, é inaceitável é que os superiores (termo anti-evangélico) se atribuam o poder de "ditar ao Espírito da Liberdade os canais e as condições em Ele deve agir", ou seja, exclusivamente em varões solteiros. Chegar a este absurdo, pretender colocar-se acima de Deus, revela a ausência total daquele zelo pela causa de Jesus que caracterizava São Paulo, quando ele argumentava contra a rivalidade, dizendo: "Que Cristo seja anunciado, é nisto que me alegro", seja com boa ou má intenção (Fil1 ,15-18).
Além disso, ninguém fala de "sacerdotes". Jesus, um judeu até o final de sua vida, não estabeleceu qualquer novo sacerdócio ou sacrifícios, a não ser a misericórdia (Mt 9,13), nem a necessidade de templos (Jo 4.23). Para Jesus, Deus é imediato e não exige intermediários sagrados. Seu templo somos nós. Jesus enviou os apóstolos e discípulos para anunciar a Boa Nova. Nenhum deles, como Jesus, féis à religião judaica, se apresentava com sacerdote. A chamada sucessão apostólica é uma invenção que não tem base na tradição primitiva.

Sabemos que no princípio quem presidia a Ceia do Senhor eram homens ou mulheres de prestígio, pais ou mães em suas casas, sem se considerarem uma espécie de magos, cujos gestos ou palavras produzissem "ex opere operantis” (pelo poder dessa pessoa) o milagre da transubstanciação. Eram jantares ou ceias comunitários, num clima de amizade, sinais de entrega de suas vidas no estilo da Última Ceia do Senhor.
A lei do celibato é apenas uma de uma série de atribuições impostas ao "sacerdócio" católico que marcam algumas vidas muito particulares. Contudo, não só o ministério na Igreja, mas também  todo este sistema hierárquico piramidal de poderes de alguns irmãos na fé sobre as bases, exige um reinício com base nos Evangelhos e na tradição apostólica e é a partir destas que se deve agir. Já se falou e escreveu o suficiente. Tudo podemos esperar do Espírito de Deus se nos deixarmos guiar por Ele.
*Franz Wieser, missionário alemão no Peru há mais de 40 anos. Padre casado.




Documentos do Concílio Vaticano II – “Gaudium et Spes”

A dignidade da Pessoa Humana
26. A interdependência, cada vez mais estreita e progressivamente estendida a todo o mundo, faz com que o bem comum - ou seja, o conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e fàcilmente a própria perfeição - se torne hoje cada vez mais universal e que, por esse motivo, implique direitos e deveres que dizem respeito a todo o género humano. Cada grupo deve ter em conta as necessidades e legítimas aspirações dos outros grupos e mesmo o bem comum de toda a família humana.
Simultâneamente, aumenta a consciência da eminente dignidade da pessoa humanapor ser superior a todas as coisas e os seus direitos e deveres serem universais e invioláveis. É necessário, portanto, tornar acessíveis ao homem todas as coisas de que necessita para levar uma vida verdadeiramente humana: alimento, vestuário, casa, direito de escolher livremente o estado de vida e de constituir família, direito à educação, ao trabalho, à boa fama, ao respeito, à conveniente informação, direito de agir segundo as normas da própria consciência, direito à proteção da sua vida e à justa liberdade mesmo em matéria religiosa.
A ordem social e o seu progresso devem, pois, reverter sempre em bem das pessoas, já que a ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas e não ao contrário; foi o próprio Senhor quem o insinuou ao dizer que o sábado fora feito para o homem, não o homem para o sábado. Essa ordem, fundada na verdade, construída sobre a justiça e vivificada pelo amor, deve ser cada vez mais desenvolvida e, na liberdade, deve encontrar um equilíbrio cada vez mais humano. Para o conseguir, será necessária a renovação da mentalidade e a introdução de amplas reformas sociais.
O Espírito de Deus, que dirige o curso dos tempos e renova a face da terra com admirável providência, está presente a esta evolução. E o fermento evangélico despertou e desperta no coração humano uma irreprimível exigência de dignidade.

*       O Concílio aponta a missão do cristão na construção de uma sociedade mais justa e fraterna que supõe sua atuação efetiva nas estruturas sociais intermediárias – associações profissionais, movimentos eclesiais, meios de comunicação social, sindicatos, partidos políticos, campanhas cívicas e tantas outras orientadas à promoção do bem comum e à denúncia de tudo que conspira contra ele.



Assine a melhor revista da família brasileira
fato e razão
Editada pelo Movimento Familiar Cristão desde 1975. Matérias de interesse das famílias. Artigos atuais sobre família, educação, psicologia, política, Igreja, Brasil e mundo. Periodicidade trimestral.
Para assinar, basta enviar seu nome e endereço completo e cheque nominal cruzado ao Movimento Familiar Cristão. Endereçar à
Livraria MFC – Rua Barão de Santa Helena, 68
CEP 36010-520 Juiz de Fora – MG.
Assinatura anual: R$ 32,00 (4 números).
Convide seus amigos para também assinar. Ofereça assinaturas como presente de aniversário. Você será lembrado o ano todo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Estatuto do MFC, como você nunca viu


No último domingo 10 de junho, na sede do movimento em Conquista, após a celebração e comemoração dos 27 anos de sacerdócio do padre Edilberto Amorim. Conforme previsto em nosso planejamento aconteceu o 1° encontro de formação com a Dra. Sônia, especialista em direito canônico na oportunidade foi tratado sobre cenário e contexto em que originou o Movimento Familiar Cristão do Brasil, objetivos, direitos e obrigações dos associados.
Dra. Sônia iniciou sua apresentação afirmando que conforme o estatuto o movimento é laico, portanto aberto a todos que professam o cristianismo, e que aqui professamos o catolicismo por uma opção da nossa alma. Disse que devemos nos orgulhar de pertencer a um movimento que participou e nasceu junto com o Concilio Vaticano II, uma dádiva de Deus.
Que por ter trabalhos prestados às famílias e ao país, somos reconhecidos de utilidade pública federal, portanto um legado que credencia os MFCistas assim como os fundadores, a caminharem das várias formas possíveis na busca de defender colocar a família a salvo dos ataques de toda natureza hoje imposto pelas relações econômicas e sociais.
A forma contundente e entusiasmada com que a palestrante apresentou o estatuto do movimento, como já mais visto, deixou a todos os presentes, exceto às áreas de Graças, Rainha da Paz e Guadalupe, completamente convictos que reinou a presença do Espírito Santo naquele momento de formação, tal foi à clareza e rápido entendimento pelos corações ávidos em aprender mais sobre o nosso movimento.
Ao encerrar sua apresentação, todos pediram um bis, o coordenador de metodologia e formação de cidade agendará um novo momento onde todo o movimento de cidade será convidado e dessa vez não se admitirá ausências.

Da redação










  

Metodologia e formação


No ultimo sábado 09 de junho 2012, às 15 horas na igreja de nossa Senhora das Candeias a equipe de Metodologia e Formação da coordenação central de cidade, reuniu-se com os representantes indicados pelas áreas de Candeias, Catedral e Fátima, que passam a compor a coordenação central de metodologia, na reunião tratou das ações contidas no planejamento estratégico 2012/2105 voltado para a formação. 
Na oportunidade o coordenador Rubens Carvalho, iniciou pedindo aos presentes que relatasse suas experiências enquanto coordenadores. Após a participação de todos, ficou aprovado como indicação das coordenações de cidade e áreas, que para dar uma melhor objetividade nas reuniões de grupos, os mesmos deverão adotar uma única metodologia nos procedimentos e encaminhamentos das reuniões, entendendo que precisamos unificar nosso entendimento sobre o que é o MFC, para quê e onde pretendemos chegar, além da ata das reuniões, dos cânticos, louvores, invocação, evangelho do dia e temas, geralmente tirados do nosso jornal Atuação, Fato e Razão, livro temário do movimento, pode ser introduzido o estudo do catecismo juntamente com a oração do terço.
Eduardo Moraes, coordenador licenciado de cidade, presente no encontro ressaltou a importância de buscarmos incessantemente nos qualificar para melhor atuar na construção do reino de Deus aqui na terra. Disse que precisamos nos debruçar sobre o documento que propõe uma nova estratégia para evangelização na Igreja Católica no Brasil e na organização da nossa coordenação central de cidade para os encontros de preparação de noivos para o casamento.
Com objetivo de melhor aprofundar essa metodologia e formação a coordenação passa a se reunir uma vez por mês. A próxima reunião acontece no dia 07 de julho, às 15 horas no mesmo local. O coordenador pede às áreas que ainda não indicaram seus nomes que faça o mais imediato possível.

Da redação  

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Formação Litúrgica








A Coordenação de Liturgia da ECCI promoveu um encontro de Formação Litúrgica no dia 27 de maio na Paróquia de Santa Luzia-URBIS V.
Compareceu no evento representantes das Área de N.Sra. de Fátima, Rainha da Paz e Sta. Luzia, foi também registrada a presença do Coordenador Eduardo Moraes e o Secretário Antonei Santana da ECCI.
A Formação foi conduzida pelo Diácono Luciano e Mauro Palles (Curso de Teologia para Leigos), e dividida em dois momentos: O Primeiro momento teve inicio com a Adoração ao Santíssimo, motivada pelo Gr. Filhos da Paz da Paróquia de Santa Luzia, na sequencia Mauro falou do Silencio na Liturgia e sua importância e partilhou com os presentes um texto de Mons. Guedes.
No Segundo momento o Diácono Luciano falou sobre a Eucaristia, centro do mistério de nossa fé e fonte sacramental litúrgica.
No final do encontro o Coordenador de Liturgia da ECCI agradeceu os palestrantes e propôs uma rápida avaliação do encontro, o que foi considerado por todos como um momento riquíssimo de aprendizado.

Cegídio Júnior

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mandato Tampão-MFC BAHIA



O Conselho estadual do MFC da Bahia, esteve reunido neste último sábado 02 de junho, na sede do CRAS –Centro de Referência de Assistência Social na cidade de Planalto /Ba .Contando com a presença de representantes  das cidades de Vitoria da Conquista , Salvador , Jequié, Santa Cruz de Cabrália, Eunápolis, Porto Seguro e a cidade anfitriã Planalto e do coordenador da equipe de Infraestrutura do 18º ENA, o Sr. Auristenisson Mota. Deu-se inicio a assembleia  as 10:00hs da manhã   com a seguinte pauta:18º ENA/Roda de Terapia/Prestação de contas 2011/Eleições 2012/Avaliação das metas 2012 /Fato  & Razão/Sua nota e show de solidariedade.
Após as informações  sobre o 18º ENA em Vitoria da Conquista, que  acontecerá em  julho de 2013, foi feito a prestação de contas, pelos tesoureiros da estadual    através de demonstração em slides do balancete contábil da entidade ,toda a documentação ficou a disposição para averiguações  dos membros, a qual foi aprovada pela assembleia .
Uma   ampla discussão sobre o processo de eleição e o novo mandato aconteceu de forma clara é objetiva ,ficou decidido que a próxima coordenação será composta pelas cidades de  Planalto , Jequié e  Vitoria da Conquista ,dando continuidade assim ao nosso modelo de  coordenação partilhada. Para alinhar a eleição estadual da Bahia as eleições do CONDIR/NE , CONDIN   e atender a solicitação de Vitoria da Conquista que só tem condições de assumir o mandato após o 18º ENA, ficou definido o Prolongamento do prazo legalmente previsto de um mandato, o chamado mandato Tampão .Portanto o mandato desta atual coordenação se entende até junho /2013.
Ressaltamos também um grande momento desta assembleia que foi a “Roda de Terapia ”, a Terapia Comunitária Integrativa-TCI- método criado pelo Prof. Adalberto Barreto da universidade Federal do Ceara , um programa de atenção básica na área de Saúde Mental que utiliza a competência das pessoas e promove a construção de redes sociais/comunitárias abrindo espaço para o exercício da cidadania, este momento foi conduzida por Léa e Josephina  do MFC de Salvador e terapeutas do COFAM , esse momento aconteceu em um clima de muita fraternidade e acolhimento , pois tivemos a integração entre os mfcistas presente e membros da comunidade de Planalto  na mesma roda de terapia ,vivendo esta experiência pela primeira vez.
Deixamos aqui o nosso abraço e agradecimento ao MFC de Planalto pelo acolhimento e aconchego proporcionado a todos que estivemos neste conselho.
ECE/BA Equipe de coordenação estadual Bahia
Equipe de Coordenação Estadual eleita
Gestão junho /2012 a junho 2013
Mandato Tampão
Coordenadora
Alexsandra Sandes Teixeira-MFC Porto Seguro
Vice Coordenador  
Joel dos Santos –MFC Porto Seguro
1ªSecretária
Maria Madalena Bobbio Teodoro –MFC Eunápolis
2º Secretário
Ginevaldo A.Ferreira –MFC Eunápolis
1º Tesoureiro
José Roque Silva Batista-MFC Eunápolis
2º Tesoureiro
José Santos S.Batista-MFC Sta. Cruz de Cabrália
Conselho Fiscal
Célio da Silva Cruz-MFC Vitoria da Conquista
José Hildo P.de Oliveira –MFC Vitoria da Conquista
Erivaldo Souza –MFC Vitoria da Conquista
Suplentes
Genivaldo Conceição Ramos-MFC Seguro
Siegfrield Michel –MFC Porto Seguro
Minelvino Teixeira dos Santos-MFC Porto Seguro

segunda-feira, 4 de junho de 2012

MFC MACEIÓ A FAVOR DA VIDA

 Igreja de São Lucas em Maceió - Alagoas ficou pequena para comportar as pessoas que compareceram à Missa de 7º Dia do médico José Alfredo Vasco Tenório, na última sexta-feira, 1º de junho, celebrada pelo padre Manoel Henrique - assessor eclesiástico do Movimento Familiar Cristão de Alagoas. José Alfredo era cunhado da mefecista Virginia de Dorgivan (Grupo Vida - MFC Maceió) e foi assassinado no sábado, 26 de maio, no corredor Vera Arruda, no bairro da Jatiúca, após ter sido vítima de um latrocínio.
Familiares, amigos e demais pessoas que se sensibilizaram com o assassinato de José Alfredo ocuparam todos os espaços da Igreja que teve a participação do Grupo de Canto Santa Cecília do Movimento Familiar Cristão de Maceió. No decorrer da missa, celebrada pelo padre Manoel Henrique, filhos e outros parentes mais próximos fizeram leituras da liturgia, em clima de comoção.

Com o encerramento da Missa, membros do Movimento Familiar Cristão, familiares e amigos de José Alfredo se organizaram em torno da entrada da Igreja com faixas, cartazes, cruzes, velas e rosas para darem início à uma caminhada luminosa em direção ao corredor Vera Arruda, local do assassinato do médico.
Ao chegar ao corredor Vera Arruda, filhos e demais parentes da vítima discursaram emocionados. Fizeram um apelo à sociedade para que não feche os olhos para a situação em que o estado de Alagoas se encontra, quanto à violência e à falta de segurança pública. O momento foi de lágrimas, mas também de luta. Com cruzes, rosas e velas, os presentes deixaram sua homenagem no local do crime que tirou a vida do médico José Alfredo Vasco Tenório.

MANIFESTO A FAVOR DA VIDA
Na quarta-feira, 30 de maio, o Movimento Familiar Cristão de Maceió, diante do quadro de insegurança pública que reina em Maceió e em toda Alagoas, e solidário com a população que clama por segurança, divulgou o seguinte manifesto público:

MANIFESTO A FAVOR DA VIDA

A banalização da violência urbana e os crescentes índices de criminalidade amedrontam cada vez mais a população alagoana, especialmente a maceioense. Não se vive hoje sem o medo constante da agressão a vida; não se consegue mais estabelecer um sentimento de segurança plena.

O quadro se agrava com a constatação da incapacidade da polícia em controlar ou diminuir essa onda de violência utilizando-se do sistema tradicional de Segurança Pública. Isso porque a ação isolada das diversas forças policiais e o policiamento repressivo, feito exclusivamente por homens fardados, já não são suficientes.

Essa violação constante da ordem pública, já extrapola o limite do suportável pelo homem. O caminhar da humanidade está numa encruzilhada: ou se faz alterações sérias nas políticas de segurança pública, ou se chegará ao estado da inviabilidade da vida em nosso Estado.

Conhecer e estudar o sistema constitui o primeiro passo na luta contra a violência. Mas não bastam. É preciso o engajamento sincero e comprometido dos que acreditam na mudança. É preciso que se elaborem medidas realmente eficazes e possíveis de serem executadas, despidas de toda e qualquer intenção eleitoreira. É preciso uma mudança de mentalidade, em que as pessoas não aceitem passivamente a violência, e realmente lutem contra ela. É preciso que se restaurem valores éticos e morais, de preservação da dignidade humana. É preciso que as pessoas se unam em prol de um mesmo objetivo. Enfim, é preciso uma mudança de paradigmas, o que requer tempo e esforço.

Nessa busca pela construção de uma nova consciência é que se pretende dar ênfase à responsabilidade da sociedade pela segurança pública, prevista no art. 144 da Constituição Federal. Para tanto, revelam-se primordiais os programas de policiamento comunitário, policiamento ostensivo, policiamento investigativo, colocando em pratica uma política de segurança preventiva.

Diante disso, e com o intuito de encontrar soluções efetivamente fortes, o MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE MACEIÓ, se junta aos inúmeros alagoanos que, vivem atualmente, momentos de insegurança total.

Nós, cidadãs e cidadãos, temos permanecido calados, inertes, desesperançados ou amedrontados, reclamando no interior de pequenos grupos, aceitando palavras e promessas novas a cada quatro anos. Não temos oferecido à resistência política necessária à construção de um cenário social diferente, mais justo e mais humano.

Não basta culpar a inépcia do poder público ou a atuação de criminosos, nem aguardar que essa mortalidade obscena seja reduzida com o correr do tempo. Mais do que em qualquer outro momento, a realidade exige a mobilização de todos nós que reconhecemos o valor incalculável da vida humana. Precisamos unir o trabalho dos governantes à indignação de cidadãs e cidadãos de todas as origens e com suas diferentes histórias, no resgate do respeito à pessoa e na valorização da vida sobre a banalização absurda da morte.

Não podemos aceitar em hipótese alguma, o argumento derrotista de que não há o que fazer para evitar que o inaceitável número de homicídios continue perpetuando a violência como uma condenação coletiva inevitável.

O MFC – MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, a partir da conjugação de esforços e do apoio da ação da sociedade civil organizada, acredita que com a vontade sincera e consciente de cada indivíduo que integra a sociedade, a Segurança Pública pode, e deve melhorar.

Maceió-AL, 30 de Maio de 2012

Francisco Marinho Neto e Rita de Cássia Lucena Marinho
Coordenadores da Equipe de Coordenação de Cidade
  




domingo, 3 de junho de 2012

À PROCURA DE HANDAR


Handar saiu e não voltou na noite de terça feira, 28/05/2012.
Ele é da raça pointer (perdigueiro), porte grande, todo branco,
cabeça e orelhas da cor marrom. Quem o encontrar, favor ligar para Marli ou Orlando
8832-7796/34262110/3424-8726/8829-1555/9110-9758/ 3424-0695. Será bem recompensado.