segunda-feira, 24 de setembro de 2012

CONDIN SE REÚNE EM VITÓRIA DA CONQUISTA-BA


O
 Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão do Brasil esteve reunido desde a última sexta-feira (21) até o inicio da tarde do domingo (23) na Sede do MFC de Vitória da Conquista, Bahia, com a presença do casal Coordenador Nacional e do CONDIR SUL, Eduardo e Ismari; do Coordenador do CONDIR NORTE, Alzenir; do casal Coordenador do CONDIR SUDESTE, Freitas e Alivanir; do casal Coordenador do CONDIR CENTRO-OESTE, Moisés e Maria Aparecida; do casal coordenador do CONDIR NORDESTE, James e Fátima; de Gilson e Lourdes, casal SENCOM; de Jorge, SERCOM/NE; Florisval, SERFIN/NE; Frei Davi, ASSESSOR ESPIRITUAL NACIONAL; e de dirigentes da ECCI-VITÓRIA DA CONQUISTA.

A abertura aconteceu na noite da sexta-feira, com a recepção dos dirigentes emefecistas na residência do casal Rubens (Equipe de Metodologia do ENA 2013) e Rosana (tesoureira da ECCi Vitória da Conquista), no bairro Candeias.

Na manhã do sábado os participantes do CONDIN foram recebidos em audiência pelo prefeito do município, Guilherme Menezes e pelo vice-prefeito, Ricardo Marques, que garantiram o apoio da municipalidade na realização do 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, em julho de 2013.

Ainda na manhã do sábado, ao saírem do gabinete do prefeito de Vitória da Conquista, os representantes regionais se dirigiram ao local que acontecerá o 18º ENA, onde conheceram as instalações, consideradas excelentes para a realização do Encontro Nacional. Em seguida, retornaram à Sede do MFC, onde extensa pauta com assuntos relacionados ao movimento foi debatida pelo colegiado. Por volta das 13 horas houve uma pausa para o almoço.

Registramos ainda na manhã do sábado, a visita do Arcebispo da Arquidiocese de Vitória da Conquista - BA, Dom Luís Gonzaga, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap), que desejou boas vindas a todos os visitantes e falou da importância do MFC para as famílias brasileiras, em especial das famílias de Vitória da Conquista. Dom Luís desejou uma profícua reunião e deu sua benção.

Por volta das 15 horas, à reunião foi reiniciada com o assunto 18º ENA, iniciando pela leitura da Ata da 3ª reunião da equipe de Metodologia oportunidade que o colegiado discutiu cada tópico.

A Equipe ENA apresentou o cronograma da programação do ENA, os temas e os CONDIR’s responsável pelas Liturgias. Ficou definido que o emefecista Júnior (ECCi Vitória da Conquista) será o responsável pela coordenação das Liturgias. O colegiado decidiu que até o dia 15 de outubro de 2012 a equipe de Infra Estrutura deverá encaminhar a cada CONDIR e ao CONDIN a linguagem e tipo de formatação das liturgias a serem programadas.

Além das vagas ofertadas (400 adultos e 50 jovens), a coordenação do 18º ENA garantirá as vaga da equipe de Metodologia, mas, exclusivamente da pessoa indicada, não incluindo o acompanhante. O colegiado definiu que a participação no ENA deve ser exclusiva de membros efetivos do MFC.

A equipe de Infra Estrutura disponibilizará via internet as inscrições para o ENA, cuja validação será feita pelas Coordenações Estaduais. A ficha de inscrição estará disponível no site do MFC Vitória da Conquista com link no site do MFC e no blog do MFC NOTÍCIAS.

A oficina de jovens passou a ser denominada “Nucleação e Caminhada dos Jovens” com a participação de 50 jovens com idade mínima de 15 anos.

O colegiado reforçou que o facilitador escolhido para trabalhar nas oficinas do ENA deve ser membro conhecedor da metodologia do MFC, evitando-se posturas que caracterizem estrelismos.

Dando sequencia a reunião, os coordenadores regionais apresentaram as atividades desenvolvidas nas suas respectivas regiões. Além das discussões regionalizadas, o colegiado definiu que os coordenadores regionais devem propor as coordenações estaduais realização de Encontros Regionais, no mesmo formato do SIN (Seminário de Integração Nacional), com a participação das ECE e ECCi’s. Os trabalhos do sábado foram concluídos com um delicioso jantar preparado pela equipe de cozinha do MFC Vitória da Conquista.

No domingo a reunião do CONDIN reiniciou-se com a Celebração Eucarística presidida pelo Frei Davi, Assessor Nacional. A reunião do CONDIN teve continuidade com várias discussões, entre elas a da proposta de Integração Administrativa, constituída por uma proposição para que todos os mandatos de Coordenação de Cidade e de Estado tenham o mesmo período de gestão.

Os candidatos às sucessões regionais, estaduais, e nacional devem apresentar as respectivas documentações prevista estatutariamente, inclusive no que se refere ao Conselho Fiscal. Já na próxima reunião do CONDIN, os CONDIR’s deverão indicar os nomes dos candidatos e vices das coordenações regionais e do conselho fiscal, entregando a correspondente documentação, dos candidatos aos cargos. A coordenação nacional disse da obrigatoriedade das atuais coordenações de passarem as orientações referentes a sua gestão, detalhando a realidade vivenciada, além do compromisso, também estatutário, de acompanhar a próxima gestão.

Após a discussão de vários assuntos administrativos do MFC em nível de Brasil, aconteceu um momento de Formação, através de Ismari, que apresentou o 2º tema realizado no Encontro de Corações que são os “Valores na Sociedade”. A reunião foi finalizada com a liturgia apresentada pelo CONDIR NORDESTE.

Foi unanime a alegria e o agradecimento do colegiado do CONDIN aos emefecistas de Vitória da Conquista, que acolheram o colegiado de forma carinhosa, principalmente os hospedeiros, que abriram suas casas para acolher os emefecistas das cinco regiões do país.

A próxima reunião administrativa do CONDIN será abril de 2013 na cidade de Linhares - 
Espirito Santo.

Fotos: Antonei





















































sexta-feira, 21 de setembro de 2012

CONDIN SE REÚNE A PARTIR DE HOJE EM VITÓRIA DA CONQUISTA-BA




D
irigentes emefecistas das regiões Centro Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul chegam nesta sexta-feira (21), à Vitória da Conquista - Bahia, para participar da 5ª Reunião do CONDIN - Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão, da Gestão 2010/2013.

A reunião acontecerá até o domingo (23), na CASA DO MFC e os dirigentes regionais terão a oportunidade de conhecerem a Cidade e a estrutura física do local onde acontecerá o ENA 2013 - Encontro Nacional do MFC, em julho de 2013.

A reunião do Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão será presidida pelos emefecistas Eduardo e Ismari (Coordenadores Nacionais e CONDIR SUL), Antônio Carlos e Ângela (Vice-Coordenadores Nacionais). Compõe também o Conselho os coordenadores regionais Alzenir e Nereida (CONDIR NORTE), James e Fátima (CONDIR NORDESTE), Freitas e Alivanir (CONDIR SUDESTE), Moisés e Aparecida (CONDIR CENTRO-OESTE) e José Newton e Ariadna (Coordenadores Nacionais da Gestão Anterior).

Os coordenadores regionais e demais dirigentes ficarão hospedados nas residências de emefecistas do MFC Vitória da Conquista.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 295

O verbo "comemorar” significa "juntar-se a outras pessoas para fazer a memória” e traz implícito o sentimento de alegria que perpassa esse encontro. E disso se trata: trazer para o tempo atual aquele grande evento de meio século atrás. Habitualmente se identificam os concílios pelo local – e não pela época – de sua realização. Mas no caso desta comemoração é muito mais importante datar o evento do que sua localização na cidade-estado do Vaticano. Neste breve artigo quero destacar seu caráter de mudança de época.

Comemorar os 50 anos do Concílio
Pedro A. Ribeiro de Oliveira
Sociólogo


Os anos de 1945 a 1973 ficaram conhecidos como "anos dourados”, porque entre o término da guerra e a primeira crise do petróleo o desenvolvimento das forças produtivas provocou profundas transformações sociais, culturais e políticas em todas as partes do mundo. É nesse contexto que se inscreve a grande reunião do episcopado católico, a pedido dos Papas João XXIII e Paulo VI, para "colocar em dia” a Igreja Católica nesse mundo que iniciava seu processo de globalização.

Por mais que a "tradição dos Pios” (1) ainda fosse hegemônica entre o clero encastelado nas cúrias eclesiásticas, já era evidente seu anacronismo diante do mundo moderno prestes a entrar na revolução cultural que eclode em 1968.
As pesquisas sócio-religiosas apenas confirmavam o que qualquer pessoa atenta aos fatos podia observar: a crescente desafeição dos fiéis pelas normas e doutrinas em vigor na Igreja católica romana. Foi o abalo institucional provocado pelo caráter ecumênico do concílio que permitiu seu diálogo com a modernidade.
O concílio foi ecumênico não só por reunir bispos de todo o mundo – inclusive estadunidenses incapazes de se expressarem em latim – quanto por seu espírito de abertura a outras Igrejas cristãs. A velha cúria romana, que se via e era vista como indispensável ao Papado – e, por conseguinte, à unidade da Igreja universal – de repente se vê ultrapassada pela colegialidade episcopal. A aliança estratégica formada pelos "padres conciliares” em sintonia com o papa derruba a fortaleza da cúria romana e faz avanços notáveis no campo teológico, bíblico, litúrgico e sociopolítico. Foi como um arado que desmancha os restos da antiga plantação ao preparar o terreno para nova semeadura. E assim, passados apenas três anos, novos campos estavam semeados e já começavam a frutificar.
As Igrejas da América Latina e Caribe receberam os frutos do Concílio ecumênico não somente para saboreá-los, mas também para deles tirarem novas sementes a serem plantadas em seus campos. Eram tempos difíceis, marcados por ditaduras militares, violações de direitos humanos, resistência armada e, principalmente, o esmagamento dos direitos dos pobres. A assembleia episcopal de Medellín, em 1968, traça as diretrizes pastorais que adaptarão aquelas sementes aos solos de Nossa América. Em pouco tempo elas desabrocham num novo modo de ser Igreja (2) que engloba as Comunidades Eclesiais de Base, as Pastorais sociais e as Conferências episcopais; a teologia que lhe serve de fundamento será conhecida por sua proposta de Libertação face às estruturas opressoras em vigor em nossas sociedades; enfim, a explicitação da opção preferencial pelo pobres –presente já na própria convocação do Concílio– vem completar o quadro estrutural desse catolicismo recomposto desde suas fontes neotestamentárias rejuvenescidas pelo Concílio de 1962-65.
Quando tudo indicava que a Igreja católica, renovada desde dentro, partiria em missão no mundo conturbado pela "guerra fria” para proclamar a boa nova da Paz com Justiça, ocorre o inesperado retorno da antiga aliança entre o Papa e a Cúria Romana, enfraquecendo-se a colegialidade episcopal universal e o ecumenismo. Com efeito, apesar de afirmarem sua adesão à teologia consagrada pelo Concílio, os dois últimos papas governaram a Igreja como se lhes bastasse o apoio das congregações romanas. Nesse contexto, as Igrejas particulares que seguem levando em frente às propostas do Concílio se veem marginalizadas por Roma, como se não fossem, também elas, concretizações legítimas da mesma Igreja católica.
É, portanto, muito oportuno – e muito bom! – promover encontros e reuniões onde se torne presente, ao fazer-se a memória, o evento do Concílio Ecumênico de 1962-65.
Notas:
(1) Uso a expressão de J. B. Libanio para referir-se ao catolicismo em vigor desde Pio VI até Pio XII (1775-1958).
(2) Essa expressão foi usada no documento nº 25 da CNBB sobre as CEBs (1982, 5). Sua recepção nas próprias comunidades foi tão boa que se tornou como que o seu lema até os dias de hoje.

Uma advertência séria: os riscos da concentração de riqueza
Com pedido de desculpas ao autor e ao jornal pela reprodução deste artigo sem permissão formal. Trata-se de advertência oportuna, na linha deste Correio. Agradecemos ao autor e ao jonal.
É luxo só
Luiz Fernando Veríssimo
(O GLOBO – 16/09/2012 – pág. 19)

Vá entender. Em meio à crise financeira que assola o mundo, o único comércio que cresce e prospera é o de artigos de luxo. As grandes grifes nunca venderam tanto, publicações caras dirigidas a um público com sobra de dinheiro se multiplicam e tem cada vez mais gente comprando jatinhos executivos para combinar com seus iates.

A compulsão do consumo conspícuo é tamanha que criou um problema inédito: como inventar coisas que se destaquem, pela exclusividade, num mercado em que o luxo se banaliza rapidamente e em que os donos de Mercedes último tipo são obrigados a andar com um adesivo que diz: “Meu outro carro é um Lamborghini”?
O uísque Johnny Walker é um exemplo desta busca incessante pelo cada vez mais exclusivo. Na sua forma original e acessível tinha o rótulo vermelho. Depois lançaram o Johnny Walker rótulo preto, mais caro e supostamente melhor.
Depois veio o rótulo azul, ainda mais caro e melhor que o preto. Depois o rótulo verde, uma depuração do azul. E agora existe o Johnny Walker rótulo ouro, feito para pouquíssimos – mas dizem que vendendo bem.
Outro problema trazido pelo luxo banalizado é o que dar para o homem que tem tudo. Pode-se imaginar a angústia da mulher do homem que tem tudo à procura de um presente para lhe dar de aniversário. Um Porsche? Ele já tem dois. Um helicóptero? Muito barulhento. E então ela descobre uma solução. Uma coisa pequenina, mas que certamente nenhum dos amigos dele tem. Um cortador de pelinho de nariz feito de prata, que ela pede para ser personalizado com as iniciais dele.
Dizem que a sugestão de Maria Antonieta para que os pobres comessem brioches se faltasse pão apressou a Revolução Francesa. Não se pode imaginar que a notícia da existência de um cortador de pelinho do nariz prateado vá provocar uma reação popular parecida. Mas quem sabe se o cortador do pelinho prateado não seja o limite?
Dificuldades dos pais na transmissão da fé
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A frustração dos pais cristãos acontece porque o que se transmite como se fora a fé, além da inadequação da linguagem, nada mais é que um conjunto de obrigações e prescrições sobre algumas práticas religiosas e comportamentos morais. Passa-se, com frequência uma visão deformada do Deus da Bíblia, Deus severo e vigilante, que toma conta dos nossos atos e nos castigará por nossas faltas.
Mas também benevolente, que premiará a obediência aos pais (funcionando muito convenientemente como auxiliar dos pais na educação dos filhos...).  Ou um Deus provedor,quebra-galhos, que resolverá magicamente todos os nossos problemas.
A essência da fé cristã, então, por esse despreparo dos pais, não é revelada aos filhos. Trata-se de compreender que essa essência quase sempre obscurecida é o assumir, pelo batismo e sua confirmação, a responsabilidade de empenhar-se na edificação do Reino de Deus, na história humana. Isto se faz através das práticas concretas de promoção da justiça e do amor, da solidariedade e da partilha, do respeito absoluto à dignidade da pessoa humana, da superação de toda exclusão e discriminação social. E através da construção de uma sociedade fraterna e igualitária que prefigure, aqui e agora, a vida eterna prometida: "Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu”
(De “Descomplicando a fé” (Paulus Editora)


Frases de Aparício Torelli, o Barão de Itararé


*       Dize-me com quem andas e eu te direi se vou contigo. 
*       De onde menos se espera, daí é que não sai nada.
*       Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
*       Quando pobre come frango, um dos dois está doente.
*       Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.
*       Banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 294


Custa acreditar mas é verdade. A política não vai mais envergonhar o cidadão, zeloso guardião da ética neste país. A imprensa já se preocupa com a escassez de notícias a partir do ano 2013. Será uma perda importante para a mídia, acostumada com a abundância de malfeitos dos nossos parlamentares e personagens do executivo, com respingos deselegantes nos espaços do judiciário.
Higiene na política
Helio Amorim*
*Membro do Movimento Familiar Cristão.


Nestes dois anos aconteceram milagres para espanto dos nossos desânimos cívicos. Começaram pelos ministérios, com suas cúpulas herdadas de gestões anteriores, sucessivamente desarticuladas pelo jornalismo investigativo, pelo debate parlamentar e intervenções firmes e prontas da presidente. Ministros e suas cortes se afastaram ou foram demitidos numa sequência alucinante de denúncias e imediatas ações corretivas.
No ministério que cuida das estradas, o diretor geral do departamento que as contrata convocou as empresas que fazem as suas obras para que o conhecido político que renunciou para não ser cassado, “dono” desse setor, explicasse que se aproximavam as eleições e tinha a certeza de que todos os construtores contribuiriam para o financiamento das campanhas do partido que preside. Passou a palavra para o diretor do órgão para que entrasse nos detalhes e se retirou para não se comprometer além da conta. Poucos meses depois dessa exibição de banditismo
explícito, o ministro, o diretor e três dezenas de executivos desse ministério estavam demitidos pela presidente. Foi o ponto alto das operações higiênicas que se desenrolaram nesses dezoito meses de cabeças degoladas. O governo está mais leve e transparente, com prestígio e aprovação apreciáveis.
Nas eleições deste ano, teremos a esperada estreia da “ficha limpa”, uma iniciativa popular que, ao ser proposta, muitos céticos não acreditavam ter êxito. Inicialmente no nível dos municípios, com centenas de milhares de candidatos para governos municipais e suas câmaras de vereadores. Milhares já foram cassados antecipadamente: tinham pecados anteriores em suas folhas corridas. O número sempre surpreendente de candidatos foi menor pelo medo dos pretendentes habituais verem sua ficha desvendada pela justiça eleitoral e o consequente dissabor de ler na mídia o seu nome na lista suja. O resultado será um quadro de gestores e legisladores limpos a partir de janeiro. Amém.
Mas haverá os pessimistas que pensarão: depois de eleitos começam os desvios éticos. Pensar na reeleição com prudente antecedência porque a campanha é cara. Estando eleitos, dispõem agora de maior poder para oferecer favores remunerados pelo “caixa dois” de empresas viciadas em benevolências, manobras espúrias em licitações e contratos espertos.
Não será tão fácil, doravante, depois do vendaval do chamado incorretamente “mensalão”, que não foi mensal mas cotidiano e multimilionário. Quase quarenta réus são exibidos urbi et orbe todos os dias em sessões exaustivas do Supremo Tribunal Federal, instância máxima do judiciário que não admite novos recursos do exército de advogados caros. As sentenças e condenações são definitivas e as punições imediatas. Haverá grades para muitos intocáveis do passado.
Assim, os novos eleitos de ficha limpa não devem cair na tentação dos negócios tradicionais nesse comércio parlamentar, já conhecendo o desfecho certo. A reeleição estará garantida pelo desempenho fecundo e ético do candidato na duração do seu mandato. Sua preocupação principal será demonstrar no dia a dia essas qualidades, em contato pessoal e direto com sua base, nos pronunciamentos corajosos e projetos de lei que apresenta ou apoia com empenho nas tribunas e comissões parlamentares. Serão reeleitos por mérito reconhecido, não pela propaganda e banners espalhados pelas cidades.
Mais dois anos e essa tsunami ética sobe aos níveis superiores, estaduais e federais. O Brasil vai exibir uma face da qual não se envergonhará, dando exemplo destas conquistas em meio aos desvios que explodem mundo afora, em países cuja política é tradicionalmente financiada por grupos econômicos poderosos e ávidos de bons negócios.
Ao mesmo tempo formou-se a Comissão da Verdadeque vai desvendar o que ainda permanece oculto das torturas e mortes nos porões da ditadura. A presidente convocou personalidades de reconhecida competência e compromisso ético com a justiça
Deverá passar a limpo o que ainda se conhece de forma desordenada sobre esse período sinistro. Aqueles “Anos de Chumbo” deixarão manchas eternas na história do Brasil. Que esses horrores jamais voltem a ocorrer em nossa terra.

A Poesia de Mário Quintana



 





Mário Quintana
*       O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

*       O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.

*       A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

*       Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.

*       A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz.



Lendo a Bíblia com os conhecimentos de hoje
O povo judeu e os cristãos custaram bastante a entender muitos escritos da Bíblia, enquanto presos à ideia de tratar-se de uma coletânea de relatos históricos, no sentido moderno e científico do termo. Aceita a verdade de serem os seus autores inspirados por Deus, concluía-se que todos os episódios nela registrados seriam a verdade histórica incontestável, por mais fantásticos que se apresentassem alguns relatos bíblicos.

Todos conhecemos as perseguições, condenações e mortes que marcaram o embate entre religião e ciência, ao longo da história, sempre que surgiam divergências entre descobertas científicas e interpretações religiosas de textos bíblicos, especialmente as dos relatos sobre a Criação. Galileu foi julgado por afirmar que a Terra não era o centro do Universo, e os astros simples adornos instalados na abóboda celeste. Para não ser condenado à morte ou prisão, preferiu proclamar publicamente o seu "erro" e viver em relativa paz mais alguns anos.

A Igreja que o condenou severamente, em defesa da fé, reconheceu o equívoco de suas ações repressivas contra os avanços científicos, na singela cerimônia em que o Papa anunciou a "reabilitação" de Galileu, revogando a sentença secularmente discutida. Mais tarde, todo o poder de fogo eclesiástico foi dirigido contra Darwin e suas teorias evolucionistas. Suas obras foram incluídas no Index dos livros que os cristãos estavam proibidos de ler, sob pena de excomunhão. Com os avanços inexoráveis das ciências, as reações se esvaziaram, depois de terem produzido alguns estragos evitáveis.

Foi, portanto, com a ajuda das ciências que se tornou possível entender a Bíblia, não como um livro histórico e científico. É, na verdade, uma obra catequética, que nos apresenta Deus e o seu projeto de humanização, através de imagens compreensíveis pelos homens e mulheres das épocas e culturas em que foram escritos os relatos e discursos que a compõem.

(Extraído de Descomplicando a fé – Paulus Editora)